Descubra como incentivar a leitura na educação infantil

Um dos principais desafios para educadores na atualidade é tornar a leitura um hábito para crianças. Mas como ultrapassar esse obstáculo diante do fácil acesso à tecnologia? Como incentivar a leitura na educação infantil nesse cenário com tantas opções de entretenimento à disposição dos pequenos?

Se manter o foco em determinada tarefa pode ser complicado para muitos adultos, imagine para as crianças, que além de se dispersarem facilmente, não possuem a maturidade necessária para darem aquele “puxão de orelha” em si mesmas a fim de retomarem a concentração — algo fundamental quando se trata de leitura.  

São muitas questões envolvidas, não é mesmo? Pensando nisso, reunimos algumas estratégias que podem ser adotadas pela escola para estimular essa atividade. Continue acompanhando o post para aprender como incentivar a leitura na educação infantil!

Leia para os alunos

Uma das maneiras mais efetivas de favorecer o hábito da leitura entre crianças é utilizar livros coloridos que tenham muitas figuras. Isso porque, durante a atividade, é comum que as crianças se interessem pelos desenhos e passem a tentar adivinhar o que está escrito nas páginas, até mesmo em uma tentativa de imitar o professor.

Essa prática é de suma importância na sala de aula, pois favorece a leitura e a escrita espontânea dos pequenos. Além disso, é importante ressaltar que essa atividade:

  • contribui para a ampliação do vocabulário infantil;
  • estimula a criatividade e a imaginação;
  • impacta o desenvolvimento cultural e cognitivo.

Por isso, é interessante que os professores lancem mão desse recurso periodicamente na sala de aula. Assim, conseguirão obter bons resultados e, consequentemente, melhorar o desempenho dos educandos.

Incentive os pais a incluírem a leitura como atividade familiar

É essencial que a escola incentive as famílias a criarem uma atividade que tenha como base a leitura, pois isso contribui para que ela se torne um hábito e faça parte da rotina familiar. Uma boa dica nesse sentido pode ser incentivar a formação de um clube do livro, no qual a família poderá escolher um livro infantil do interesse da criança e partilhar suas impressões em relação a ele semanalmente.

Nessa hora, o ideal é que os familiares sejam sinceros e, se necessário, indiquem as razões que os fizeram desgostar de algo no livro, seja um período da história ou até mesmo o fim dela. Assim, a criança não se sentirá pressionada a amar uma obra, entendendo que está tudo bem não gostar de um livro e que o importante é continuar explorando possibilidades na biblioteca.

Use a tecnologia como aliada

Muitos professores temem que a tecnologia prejudique a formação dos estudantes. Como explicamos na introdução, uma tarefa como incentivar a leitura na educação infantil pode não ser tão simples. No entanto, você precisa entender também que os recursos tecnológicos podem ser usados como ferramentas para alcançar seu objetivo.

Usar livros digitais nas salas de aula, por exemplo, é uma boa forma de estabelecer uma relação positiva entre o espaço escolar e a tecnologia. Desse modo, ela funcionará como instrumento para despertar o interesse das crianças pela leitura, proporcionando um maior envolvimento delas com os livros e facilitando o processo de ensino-aprendizagem.

Associe a leitura à diversão

Para estimular a prática da leitura nas crianças, o ideal é associá-la a passeios, o que permitirá que elas conheçam mais sobre o que estão lendo. Nesse sentido, se a leitura for sobre o universo, ir ao planetário e entender um pouco mais a respeito das estrelas, por exemplo, tornará a leitura mais interessante e acessível.

Outro passeio escolar interessante é visitar espaços culturais. Isso porque eles costumam promover eventos literários infantis frequentemente, o que é ótimo para seus alunos participarem de atividades diferentes e entrarem em contato com autores e outras crianças.

Além disso, nesses eventos, é possível assistir a contações de histórias divertidíssimas, apresentações com fantoches e peças de teatro infantis, transformando o ambiente no lugar ideal para impulsionar a curiosidade dos pequenos.

Conte histórias

Como acabamos de dizer, a técnica de contação de histórias é uma ótima forma de alimentar a imaginação dos educandos e fazê-los abrir mão do uso exagerado de equipamentos eletrônicos. É bom lembrar que para atrair e reter a atenção das crianças é primordial que a história contada seja adequada para a faixa-etária dos estudantes e que o contador saiba administrar e entreter todo o público.

Existem grandes vantagens no uso desse recurso como estímulo à leitura, entre elas é possível destacar a acentuação da criatividade. O fato é que, diferentemente de quando a criança tem um livro com imagens em mãos, na contação de histórias o ouvinte precisa imaginar os cenários, situações e personagens de acordo com a fala do contador.

Esse processo é extremamente enriquecedor para o desenvolvimento da imaginação, da criatividade e da criança como um todo, uma vez que incentiva até mesmo aquelas que ainda não sabem ler. Estas vão desejar aprender logo com o intuito de contar a história aos pais, familiares ou amiguinhos.

Além disso, apesar de existirem diferenças entre a leitura e a contação de histórias, esse processo está estritamente conectado à aprendizagem e à capacidade interpretativa da criança. Isso porque a contação de histórias é uma forma de apresentar o conceito de ação e reação — a partir das atitudes dos personagens — e o de sequência, ou seja, de começo, meio e fim.

Vá além da leitura

Se você está pensando em como incentivar a leitura na educação infantil, esteja ciente de que, para os pequenos se interessarem por essa prática, não basta apenas estimular o hábito: é preciso se importar com o processo de leitura.

Isso significa participar ativamente dele, seja ensinando a compreender o significado das palavras dando exemplos práticos, contextualizando as informações como um comentarista ou lendo passagens do livro quando necessário.

Contudo, o mais importante é interagir com os educandos após a leitura. Fazendo isso, você entende os pontos que eles mais gostaram e pode solucionar possíveis dúvidas, além de ser uma ótima oportunidade para todos se expressarem verbalmente.

Você também pode incitar ainda mais a criatividade e a imaginação sugerindo que imaginem o que ocorreu com os personagens após as situações retratadas para que, em seguida, criem um desfecho alternativo para a história. Afinal, a aventura não termina quando um livro acaba, mas quando morre na memória dos leitores viajantes.

Entendeu como incentivar a leitura na educação infantil? Então compartilhe este artigo nas suas redes sociais e ajude pais e educadores a cultivarem os hábitos da leitura nos pequenos, transformando-os em grandes leitores!

Educação e diversidade: como ser exemplo para os alunos?

Em um mundo com mais de 7 bilhões de habitantes, cada um com suas características e convicções próprias, é essencial que saibamos respeitar as diferenças alheias para que possamos conviver em paz, afinal, ninguém é igual a ninguém.

Nos dias de hoje, a luta pela igualdade de direitos é um dos assuntos mais que mais estão em pauta nas redes sociais e jornais. Nesse cenário, a educação tem um papel importantíssimo, pois a sala de aula é o melhor lugar para aprendermos a conviver com as diferenças e respeitá-las.

Educação e diversidade devem andar sempre de mãos juntas e, por isso, os professores e gestores educacionais devem estar sempre atentos ao ambiente escolar, tomando cuidado para dar bons exemplos aos seus alunos e tratar todos de forma igualitária, respeitando suas diferenças.

Quer saber mais sobre a importância do respeito à diversidade no ambiente escolar? Então continue a leitura do nosso post de hoje!

Quais são os principais conceitos relativos à tolerância? 

A tolerância, por si só, é um conceito de extrema importância ao tratarmos de educação e diversidade. De uma forma geral, ela significa a capacidade de aceitar as diferenças — físicas, mentais, culturais etc. — do outro. Ou seja, uma pessoa tolerante é aquela que reconhece e aceita que nem todas as pessoas precisam pensar, agir e ser como ela.

Com o avanço da tecnologia, nossa sociedade está cada vez mais diversificada. É comum estarmos em constante contato com outras culturas e etnias e, por isso, é importante compreender quais são as ideias que estão ligadas à tolerância.

Existem três conceitos básicos que a educação inclusiva deve trabalhar em sala de aula para que os alunos — principalmente crianças e adolescentes — compreendam, desde cedo, a importância de respeitar as diversidades. São eles:

1. Preconceito

Como o próprio nome já diz, o preconceito é uma ideia preconcebida em relação a uma pessoa, a uma raça ou a qualquer aspecto cultural diferente do nosso. Trata-se de um julgamento precipitado, baseado apenas em valores que temos dentro de nós mesmos, sem considerar aspectos externos que não conhecemos e, por isso, tendemos a desprezar ou criticar.

O preconceito, em si, não é algo ruim. Todos nós somos criados com base em uma carga cultural que molda a nossa forma de agir e pensar. Por isso, é comum que tenhamos ideias e crenças preconcebidas que influenciam a forma como enxergamos o mundo.

O problema está na incapacidade de compreender que esses preconceitos são questões individuais e subjetivas. Quando alguém pensa que suas ideologias são absolutas, ela cria uma distinção entre certo e errado totalmente equivocada, passando a enxergar todos aqueles que são diferentes como errados. Daí surgem os diversos problemas de intolerância.

Para garantir um bom convívio social, não precisamos abrir mão de toda a nossa carga cultural. Precisamos apenas entender que ela não é absoluta. Muito pelo contrário: cada pessoa tem uma carga cultural diferente, seja na forma de pensar, agir ou ser. Devemos apenas saber respeitar essas diferenças, sem a necessidade de querer impor os nossos preconceitos sobre os outros.

2. Discriminação

Quando alguém não tem a capacidade de compreender os preconceitos como algo subjetivo, ela consequentemente não consegue respeitar as diferenças nas outras pessoas, pois acredita que a sua forma de pensar, agir e ser é a correta. O resto estaria errado.

Dessa forma, ela acaba exteriorizando seus preconceitos na forma de discriminação, que é a atitude de inferiorizar e insultar aqueles que estão fora do seu espectro de “normalidade”.

A ilusão de que existe algo “normal” ou “anormal” faz com que as pessoas intolerantes — ou seja, que não têm a capacidade de compreender e aceitar as diferenças nos outros — expressem seus preconceitos em ações moralmente condenáveis, gerando segregação e causando sofrimento àqueles que não são como eles.

Um dos objetivos da profissão de professor é ensinar em sala de aula que nenhuma pessoa é superior à outra apenas por causa da sua cor de pele, orientação sexual, crença, capacidades físicas ou mentais, etc. É assim que um educador contribui com um futuro cada vez melhor, com menos discriminação e mais tolerância.

3. Racismo

Como já mencionamos, quando uma pessoa não consegue compreender que os seus preconceitos — baseados em cargas culturais — são subjetivos, ela tende a acreditar que faz parte de uma raça superior. Isso gera a ilusão de que aqueles que não têm as mesmas características que as suas são inferiores e, portanto, podem ser tratados de forma diferente. Isso é o racismo.

Hoje em dia, sabemos o quão absurdo é esse tipo de pensamento. A cor de pele de uma pessoa, por exemplo, não representa nenhuma diferença, pois, por dentro, somos todos iguais. Basear a nossa forma de agir com os outros apenas em características físicas é algo inimaginável, ainda mais diante de uma sociedade tão diversificada culturalmente como a nossa.

Ainda assim, existem centenas de pessoas que acreditam nessa superioridade de raças. Em São Paulo, são registrados cerca de 4 casos de discriminação racial por dia. Por isso, é de suma importância que as escolas busquem formas de inserir alunos de diferentes etnias em um mesmo ambiente, desenvolvendo, assim, a noção de tolerância e igualdade de direitos desde cedo.

Quais são os aspectos legais no Brasil sobre o assunto?

Como ainda existem diversos casos de discriminação no nosso país, torna-se essencial a intervenção do Estado para garantir que as pessoas sejam tratadas de forma justa, independentemente de suas diferenças. Sendo assim, existem inúmeras leis que abordam a questão da educação e diversidade.

Vale lembrar aqui que, quando falamos de igualdade de direitos, não estamos dizendo necessariamente que todas as pessoas são iguais. Até mesmo porque isso não é verdade. Não é possível, por exemplo, oferecer o mesmo tratamento a uma pessoa em plenas condições físicas e um paraplégico, pois existe uma diferença objetiva entre eles.

É por isso que uma das máximas do Direito garante tratamento igual para os iguais e desigual para os desiguais, nos limites das suas desigualdades. Essa é uma forma de garantir que a balança esteja sempre equilibrada para as pessoas que não conseguem as mesmas oportunidades que os outros por conta das suas diferenças físicas ou mentais.

É esse princípio da igualdade que justifica a elaboração de leis que visem diminuir a discriminação e promover a convivência e o respeito entre pessoas diferentes. Um exemplo disso é a lei 12.288 de 2010 — Estatuto da Igualdade Racial —, que tem o objetivo de garantir a igualdade de oportunidades à população negra e coibir qualquer intolerância étnica.

No âmbito da educação, temos dois exemplos normativos que são de grande importância para promover o respeito à diversidade. São eles:

Diretrizes e bases da educação nacional

A lei 9.394 de 1996 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, definindo os seus princípios, objetivos, organização e composição. Qualquer pessoa que se interesse pela carreira de professor deve conhecer essa lei para garantir o bom exercício da sua profissão.

Em 2003, foi aprovada a lei 10.639, que alterou a lei de diretrizes, incluindo no currículo oficial da rede de ensino básico a obrigação de abordar o tema “História e Cultura Afro-Brasileira”. Além disso, definiu também a data 20 de novembro como o Dia da Consciência Negra nos calendários escolares.

Com essa mudança, todo o currículo escolar — principalmente as disciplinas de história, literatura e educação artística — deve abordar o estudo da História da África e dos africanos, da cultura negra brasileira, da luta dos negros no Brasil, além de tratar da sua importância na formação da nossa sociedade.

É interessante observar que, em todas as disciplinas, torna-se obrigatório mencionar a contribuição do povo negro em diversas áreas de atuação, seja na política, economia, ciências, entre outras. Com isso, os alunos poderão, desde cedo, tomar consciência do quanto é importante o respeito à diversidade, obtendo exemplos concretos de como pessoas de etnias diferentes alcançaram grandes feitos na história do nosso país.

Esse tipo de conhecimento é essencial para promover a igualdade racial e o combate a práticas discriminatórias, como o racismo e xenofobia. Além disso, ao tomar consciência das dificuldades que os negros passaram na história do nosso país, os estudantes também se tornam atentos para evitar que os mesmos erros do passado sejam cometidos novamente.

Base Nacional Comum Curricular

Como um complemento direto à lei de diretrizes e bases da educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que tem o objetivo de definir o conjunto de temas que devem ser abordados em sala de aula para que os alunos desenvolvam habilidades e aprendizados progressivamente ao longo da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio.

É importante ressaltar que a BNCC não especifica uma grade curricular obrigatória para o ensino básico e sim temas e propostas pedagógicas que devem nortear o aprendizado nas escolas. Sua função é estabelecer os conhecimentos, habilidades e competências que todo estudante deve desenvolver ao longo da escolaridade básica.

A BNCC se baseia nos princípios traçados pela lei de diretrizes, cujo objetivo é a formação humana dos estudantes, que contribuirão para a construção de uma sociedade democrática, justa e inclusiva no futuro. Esse é um documento que garante o respeito à diversidade dentro do âmbito escolar, combatendo preconceitos de etnia, gênero, origem, crença ou de qualquer outra natureza.

Como o BNCC deve ser usado como referência na elaboração das grades curriculares das escolas e dos materiais pedagógicos, isso significa que tudo isso deverá ser feito baseando-se na ideia de inclusão social. Sendo assim, é de se esperar que os alunos estejam envolvidos em trabalhos, disciplinas e atividades extraescolares que os lembrem constantemente da importância do respeito à diversidade.

Para finalizar, precisamos lembrar que, dentro das políticas de inclusão social, uma criança ou adolescente portador de necessidades especiais tem o direito de estudar em qualquer escola da rede de ensino básico. Antigamente, a maioria desses estudantes deveriam ser matriculados em instituições especializadas. Porém, hoje, nenhuma escola regular pode se negar a recebê-los.

A verdade é que a convivência com outros alunos provou ser muito benéfica para a formação daqueles que possuem algum tipo de deficiência. Por isso, existem leis que garantem seu acesso a classes comuns e, mais do que isso, penaliza as escolas públicas ou particulares que se negarem a fazer a sua matrícula, como é o exemplo do artigo 8º, I, da lei 7.853 de 1989.

Qual é o conceito de cidadania e sua relação com a diversidade?

O homem, como ser gregário, vive em sociedade e, portanto, precisa obedecer a certas regras que garantam uma boa convivência entre todos. O Estado é o responsável pela criação dessas regras, punindo aqueles que não as obedeçam.

A cidadania nada mais é do que a prática do conjunto de direitos e deveres que os cidadãos possuem em um Estado Democrático de Direito. É a sua garantia de efetiva participação na sociedade e na política, respeitando sempre os limites do outro. No Brasil, o maior exercício de cidadania está representado no direito de votar e escolher os representantes políticos da população.

Direitos e deveres andam lado a lado, pois toda ação de um cidadão influencia, direta ou indiretamente, na vida dos outros. Por exemplo, da mesma forma que você tem o direito de se expressar livremente, tem também o dever de não usar suas palavras para injuriar, caluniar ou difamar outras pessoas.

Mas, afinal, qual é a relação entre cidadania com a diversidade?

Em um país multicultural como o nosso e com um índice alarmante de desigualdade, existe uma relação direta entre essas duas coisas. Afinal, a cidadania só se concretiza no momento em que as pessoas conseguem exercer a solidariedade e a tolerância em suas ações.

Como os deveres de um cidadão estão ligados aos direitos de outro, o exercício da cidadania contempla o respeito às diferenças alheias. Pequenos gestos — como respeitar uma fila exclusiva para idosos ou uma vaga para deficientes — são grandes exemplos de exercício da cidadania.

A construção da cidadania se inicia nas escolas e, por isso, é tão importante falar sobre educação e diversidade. Se você se questiona sobre como ser um educador melhor, o passo inicial é abordar valores como respeito e tolerância nas salas de aula, fazendo sua parte para criar uma sociedade mais justa e inclusiva no futuro.

Quanto mais os deveres e direitos de um cidadão forem trabalhados em salas de aula, maiores serão as chances de que os alunos cresçam e se tornem adultos engajados nas lutas sociais contra as desigualdades. Dessa forma, estamos dando um grande passo na formação de cidadãos autoconscientes, com noção do que é cidadania e capacidade para exercê-la.

Qual o valor do exemplo na educação?

É preciso desenvolver, desde cedo, a noção de respeito pelas diferenças. A melhor forma de fazer isso é dando exemplos em salas de aula, tratando todos os alunos de forma igualitária e incentivando a inclusão no ambiente escolar.

Crianças, em geral, aprendem por meio da imitação. Logo, se eles vivem em um ambiente familiar cercado por brigas e xingamentos, é bastante provável que ele também seja um aluno briguento e boca suja. Porém, o professor também é uma figura de exemplo, e um dos seus objetivos é tentar amenizar essa situação por meio do diálogo e da interação.

Dessa forma, um professor não pode, jamais, ser preconceituoso, demonstrar favoritismos ou tratar seus alunos de formas diferentes. É essencial que a igualdade de tratamento esteja presente em sala de aula, independentemente da etnia, sexo, crença, habilidades ou condições físicas dos estudantes.

Ao se deparar com um problema, seja dentro da sala de aula ou fora dela, é preciso usar técnicas pedagógicas para solucioná-lo da melhor forma possível. Deve haver um cuidado para não ser muito punitivo e nem muito displicente. Estudar técnicas de mediação de conflitos no ambiente escolar é uma das melhores formas de aprender a lidar com essas situações.

Hoje em dia, um problema cada vez mais enfrentado na rotina de professor é o bullying — termo usado para designar as agressões físicas ou verbais cometidas por estudantes “brigões” contra outros mais fracos e indefesos. Essa prática reflete perfeitamente a intolerância e o preconceito existentes na sociedade, tendo em vista que a vítima do bullying, na maioria das vezes, é um estudante que se destaca por suas diferenças físicas ou comportamentais.

O combate a esse tipo de discriminação deve ser feito com cuidado pelos docentes, buscando reverter a situação daquele que pratica o bullying, na tentativa de torná-lo uma pessoa melhor. Mais uma vez, o diálogo e a mediação de conflitos devem entrar em ação.

É importante também buscar formas de inclusão no ambiente escolar, diversificando ao máximo os estudantes e trabalhando meios de interação entre eles, seja por dinâmicas em salas de aula ou outros métodos que os faça conviver e respeitar as diferenças alheias.

Tolerância na internet. Isso existe?

Com o avanço da tecnologia e a globalização, a internet se tornou algo constantemente presente em nossas vidas. O acesso à informação aumentou de forma exponencial, bem como as interações virtuais por meio das redes sociais e aplicativos de comunicação.

Por um lado, isso é muito bom, pois facilita a vida de todos nós, além de aumentar a liberdade de expressão. Por outro, é ruim, pois permite que muitas pessoas disseminem ódio, preconceitos e intolerância, já que se sentem protegidos pelo anonimato da rede.

Limitar o acesso de crianças e adolescentes à internet não é uma solução e muito menos é competência do professor. O trabalho dele, na verdade, é manter os seus alunos bem-informados e com uma opinião crítica acerca dos usos do ambiente virtual.

Imagine, por exemplo, que você veja um estudante caçoando do outro por causa de uma foto postada no Facebook mostrando este último com seus dois pais em uma festa de família. É seu dever, como educador, coibir esse tipo de atitude discriminatória, explicando que a homossexualidade é algo normal, e que não há nada de errado no amor entre duas pessoas do mesmo sexo.

Lembre-se mais uma vez de que educação e diversidade devem andar de mãos juntas. Nessa época de fácil acesso à informação, crianças e adolescentes estão cada vez mais em contato com diversas informações que podem deixá-los confusos ou questionadores. Cabe a você, professor, esclarecê-los sempre de forma didática, explicando que diferenças existem e devem ser respeitadas.

Suas atitudes em sala de aula devem guiar os estudantes para que usem a internet com sabedoria, sem disseminar o ódio ou praticar bullying virtual. Dentro das próprias redes sociais, os professores também podem atuar de forma ativa para dar exemplos de como respeitar as diversidades e, assim, ser um educador inspirador.

Como é tratada a diversidade na educação de alunos de outros países?

Um dos maiores problemas em relação à intolerância é o desrespeito às culturas de outros países. Nós inconscientemente temos como padrão a etnia euro-americana. Pessoas de outros países, com culturas diferentes do padrão ocidental, são vistas com olhares preconceituosos. Porém, diante da diversidade cultural existente no Brasil, esse tipo de preconceito precisa ser urgentemente combatido.

As minorias — pessoas que não se encaixam no padrão de homem, branco, heterossexual, etc. — sofrem constantemente com os preconceitos das classes dominantes. Quando se acrescenta fatores culturais — como o uso de burca por mulheres muçulmanas ou quipá por homens judeus —, as coisas só pioram, gerando uma segregação que não condiz com o nosso multiculturalismo.

Nas escolas, estudantes estrangeiros ou de culturas diferentes devem ser tratados como todos os outros. É função do professor dar exemplos em sala de aula ao respeitar os hábitos e costumes desses estudantes, impedindo que outros alunos sejam desrespeitosos.

É importante também tentar deixar claro a todos os motivos pelos quais o estudante estrangeiro age ou se veste de forma diferente. Assim, além de combater o preconceito e a intolerância, o professor também transmite um conhecimento cultural em sala de aula, satisfazendo a curiosidade dos alunos e ensinando-os sobre as diferenças alheias.

Por fim, da mesma forma que é preciso ensinar aos nossos alunos a necessidade de respeitar as culturas diferentes da nossa, é também preciso transmitir um pouco da nossa cultura aos estudantes estrangeiros, de forma que eles também respeitem seus colegas e professores.

O mundo é composto por uma diversidade de pessoas e culturas diferentes. Tomar nossos preconceitos como algo absoluto e certo é um erro que precisa ser combatido cada vez mais. As escolas são, provavelmente, o melhor local para trabalhar essas questões. Por isso, educação e diversidade é um assunto que precisa ser abordado constantemente, com o objetivo de formar seres humanos solidários e tolerantes!

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Curso de libras em SP: entenda por que investir nessa qualificação

Você, professor, alguma vez já procurou por um curso de libras em SP? Muitos acabam até desistindo da busca por não encontrarem algo que realmente lhes ofereça a capacitação necessária.

A carreira de professor traz diversas surpresas e uma delas é a possibilidade de deparar-se com alunos que têm necessidades especiais. A forma que esse profissional lidará com esses alunos faz toda a diferença para o seu desenvolvimento.

Vamos pensar em uma criança com perda auditiva. Para que ela realmente consiga atingir níveis de desenvolvimento similares aos dos colegas com audição normal, algumas medidas inclusivas por parte do professor se fazem necessárias. Talvez a primeira delas seja aprender Libras.

Por que aprender Libras?

Segundo dados do IBGE, o Brasil conta hoje com 5,7 milhões de pessoas que possuem algum grau de perda auditiva, dos quais 1,1 milhão são totalmente surdas.

Muita gente, concorda? Portanto, as chances de ter que lidar com algum aluno que tenha o problema não são pequenas. Nesse caso, pense em sua responsabilidade de contribuir para a inclusão dessa criança.

Além disso, a Linguagem Brasileira de Sinais — Libras — surgiu quando ainda éramos uma colônia portuguesa, com a chegada do conde francês Ernest Huet. Desde então, ela difundiu-se em nosso país e hoje é o meio de comunicação mais usado pelas pessoas que possuem alguma perda auditiva.

Entretanto, isso não significa que todo professor deve ser fluente em Libras. O ideal é recorrer a cursos que ofereçam uma capacitação acadêmica para transmitir conhecimentos a esses alunos.

Um professor com conhecimentos em Libras é diferente de um intérprete, por exemplo. Isso porque a abordagem para profissionais da educação ocorre sob um aspecto mais didático que funcional.

Se você é professor e entende essa necessidade, continue lendo este texto. Preparamos algumas dicas para você não errar na escolha do curso de Libras.

1. Busque referências sobre a escola

Como dissemos, um curso simples de alfabetização em Libras pode não ser necessariamente o que um educador precisa para ajudar aos alunos com perda auditiva.

Por isso, não basta buscar qualquer escola que ofereça a alfabetização no idioma e correr para fazer a matrícula. O ideal seria buscar uma pós-graduação na área, que tenha toda a bagagem necessária para realmente saber como agir nessa situação.

Um curso nesse modelo proporciona o aprendizado da didática e também sobre os aspectos biológicos e legais referentes à surdez. Dessa forma, é possível entender mais a fundo a problemática e tomar as medidas necessárias.

Por isso, buscar referências sobre a escola é de suma importância. Verifique qual o conteúdo programático do curso e as certificações oferecidas para quem o conclui. Convém também pesquisar sobre a reputação da instituição.

2. Avalie o custo X benefício

Escolher a escola mais barata nem sempre é a melhor opção. Isso porque não se pode abrir mão da qualidade por causa do preço. Um bom curso deve oferecer o melhor custo-benefício ao aluno.

Portanto, antes de descartar a possibilidade de estudar em determinada escola por acreditar que o valor é muito alto, pesquise sobre os benefícios que vêm no pacote do curso e pense se não vale a pena.

Um bom curso é aquele que permite ao professor sair realmente capacitado para lidar com esse público. Se perceber que esse não é o objetivo do curso que você está pesquisando, busque outras opções.

Também é por isso que não basta simplesmente alfabetizar-se na linguagem.

3. Busque referências com quem já fez o curso

Pesquisar a reputação da instituição é importante, mas nada como falar com pessoas que frequentaram de fato o curso que você pretende fazer. Isso permite ter acesso a uma visão mais humanizada do conteúdo estudado.

Converse com pessoas que já se formaram na instituição (ou mesmo que ainda estão cursando) e pergunte a elas o que acham do curso e de que forma sentem que ele ajuda na prática da sua profissão.  

Sendo assim, você consegue ter uma ideia melhor dos resultados na vida de pessoas “reais” como você.

4. Busque orientação profissional

Se você ainda está em dúvida sobre qual é exatamente o curso que deveria fazer, converse com profissionais experientes no assunto. Você pode falar com o diretor da instituição na qual você trabalha, psicólogos e médicos relacionados ao tema.

Entenda que o intercâmbio de informações com esses profissionais especializados ajuda a entender melhor a realidade das pessoas que convivem com a deficiência auditiva.

Sendo assim, analisar o curso e verificar se ele realmente oferece o suporte necessário para desenvolver um olhar de maior proximidade para com essas pessoas se torna mais fácil.

Você precisa entender parte do que deve esperar do aprendizado para, então, analisar se as instituições que tem pesquisado oferecem o que você precisa.

Esse é um passo importantíssimo para escolher com consciência e responsabilidade. Afinal, se você não sabe exatamente quais habilidades precisa desenvolver para promover a inclusão de alunos com perda auditiva, a partir da linguagem de Libras, como poderá definir se determinado curso é ou não adequado?

5. Leve em conta seus objetivos profissionais

Pode ser que você esteja se perguntando por que escolher uma pós-graduação na área, mas a resposta reside em seus próprios objetivos profissionais. Professores que desejam construir uma carreira de sucesso em escolas públicas podem se beneficiar desses cursos.

Isso porque a carreira pública exige atualizações constantes, e por que não se atualizar em um tema que faz parte da realidade que vivemos nas escolas de nosso país?

O desejo de construir uma carreira mais sólida e duradoura nessa área é o que deve mover sua atitude de buscar cursos superiores com conteúdos mais abrangentes. Não basta entender e se comunicar na linguagem de Libras.

Uma carreira em escola pública demanda algo maior do que isso: é por essa razão que priorizar os cursos de pós-graduação na hora de escolher faz toda a diferença.

 

E então? Este post fez você sentir-se mais animado a começar agora mesmo uma pesquisa sobre instituições que ofereçam curso de Libras em SP? Clique aqui e saiba mais sobre o nosso curso.

 

Violência nas escolas: qual deve ser a postura do professor?

Os dados são recentes e alarmantes. Um estudo desenvolvido pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), realizado em 2015 e divulgado em 2016, mostra que quase 70% dos jovens brasileiros dizem ter presenciado algum tipo de agressão dentro da escola.

Desse total, a maioria dos casos de violência (65%) parte dos próprios alunos; outros 15,2% dos professores; 10,6% de alguém de fora da escola; 5,9% de funcionários; e 3% de diretores.

Uma segunda pesquisa, ainda em andamento, realizada por especialistas da PUC do Rio Grande do Sul, mostra a relação entre os efeitos da violência e o impacto no desempenho escolar e no cérebro de crianças de 10 a 12 anos.

Previamente, os resultados mostram que crianças expostas a ambientes violentos apresentam desempenho acadêmico abaixo da média. Além disso, o cérebro dessas crianças sofre com efeitos negativos na capacidade de prestar atenção e ele apenas “sobrevive” – sem conseguir responder a determinados estímulos.

Para que esses índices de situações agressivas e suas consequências sejam reduzidos, cabe ao professor, como um dos responsáveis pelo bem-estar dos estudantes, introduzir estratégias de prevenção à violência na escola, bem como controlar situações que ponham em risco seus alunos e sua própria integridade. Pensando nisso, listamos abaixo 4 medidas a serem tomadas pelo educador para prevenir tais situações. São elas:

Servir de referência para a turma

Sabe aquele ditado “digas com quem andas que lhe direi quem tu és”? O professor tem um papel fundamental de servir como exemplo para sua turma. É muito importante que ele seja admirado por seus alunos para que possa estreitar e fortalecer os laços emocionais e profissionais, garantindo o controle de situações de conflito em sala de aula.

Uma boa sugestão é estimular os alunos a se interessarem pela busca de conhecimento. Mas, para isso, é preciso evitar o enfrentamento, visando preservar a possibilidade da turma de superar obstáculos, especialmente nos casos de estudantes que já apresentam impactos comportamentais decorrentes da violência – seja em casa ou nas ruas.

Nesses casos, o educador deve perceber que as atitudes agressivas por parte de alguns alunos não são, obrigatoriamente, direcionadas a ele enquanto professor, e sim, fazem parte de um histórico de déficits no desenvolvimento emocional, cognitivo e social do estudante.

Evitar medir forças e promover o diálogo

É um erro do educador achar que medir forças com o aluno é uma forma de “ganhar a guerra” contra a violência nas escolas. Não é. Pelo contrário. Os embates podem fazer com que o estudante se torne ainda mais agressivo.

Ao invés de potencializar a agressividade, o professor deve valorizar habilidades como o esforço em torno de algum objetivo e comemorar as conquistas desse aluno. Promover ações que estimulem o diálogo, seja por meio de rodas de conversa, reflexões em sala de aula que exponham sentimentos, conflitos e atitudes inadequadas podem ajudar o aluno a repensar posturas e a construir soluções que inibam ações ou situações violentas.

Elaborar um projeto que envolva a turma – contra a violência e a favor da paz – pode ser o início de uma grande campanha capaz de envolver toda a comunidade escolar ou grande parte dela. Aliado a isso, é papel do professor, com a instituição de ensino, dar suporte às vítimas de agressão para que o problema seja solucionado.

Trabalhar a inteligência emocional

Autocontrole, empatia e sociabilidade. Para que um professor possa trabalhar a inteligência emocional em sala de aula é preciso que ele próprio, previamente, desenvolva determinadas habilidades. Algumas instituições de ensino oferecem oficinas e cursos para que a comunidade docente possa se aperfeiçoar.

De posse desse know-how, os professores podem transmitir os ensinamentos a seus alunos, estimulando a prática de competências socioemocionais por meio da tecnologia. Um exemplo a ser implementado é a resolução de desafios que contribuam para a inteligência emocional na sala de aula. A intenção é fazer com que a turma reflita sobre hábitos, costumes, conhecimento e limitações para que eles próprios apontem o que precisa ser melhor trabalhado na escola.

Outra sugestão é a gamificação – uso coletivo de jogos e dinâmicas para engajar os participantes – que pode contribuir para ações contra a violência nas escolas e atitudes positivas. Filmes, textos e imagens também podem ser trabalhados em sala de aula com o mesmo intuito.

Conhecer ferramentas legais de punição/repreensão

É importante que o educador, por fim, tome ciência das leis brasileiras que regem o tema violência nas escolas. Em 2015, por exemplo, foi aprovado o PLS 469/215, agravando a pena para crimes praticados dentro ou nos arredores de escolas.

Se o crime for praticado em um esquema de “tocaia” no interior da instituição, em raio de 100 metros ou próximo à residência, o juiz pode, inclusive, aumentar a pena em até metade pelo delito. Até o início de 2018 o projeto aguardava votação em plenário no Senado Federal.

Além desse, outros dois projetos tramitam na Comissão de Constituição e Justiça. São eles:

  • o PLS 251/2014, que propõe a criação do Programa de Prevenção da Violência na Rede Educacional Brasileira, visando garantir a segurança e a integridade de professores e alunos;
  • e o PLS 438/2012, que modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no que tange à prevenção da violência no ambiente estudantil. Ambas aguardam designação do relator.

Por último, em 2016, foi aprovada a Lei 13.277/2016, que instituiu o dia 7 de abril como sendo o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola — mesmo dia em que um ex-aluno de uma escola pública de Realengo, no Rio de Janeiro, invadiu a instituição, matando 12 alunos com idades entre 13 e 16 anos, alegando ter problemas psicológicos por ter sofrido bullying no tempo em que frequentou a escola.

Enfim, conhecer as leis tornando-as mais rígidas para os agressores é uma forma de tentar coibir a violência nas escolas, garantindo, assim, a integridade física e emocional do educador e das vítimas.

Então, gostou deste artigo? Que tal compartilhá-lo com seus amigos em suas redes sociais? Envie-nos sugestões, dúvidas, críticas e debata o tema com a gente! Estamos sempre à disposição!

Aulas com Storytelling: entenda o poder dessa metodologia de ensino

Como ganhar um espaço de destaque na mente dos alunos? A todo momento, dentro e fora da sala de aula, estamos disputando atenção com a tecnologia multimídia,  envolvente e viciante.

Mas fique tranquilo: existe uma metodologia de ensino sempre atraente, independentemente dos recursos tecnológicos utilizados. Vamos conhecê-la?

Você já ouviu falar em storytelling?

O termo “storytelling” traz uma nova roupagem para uma técnica bem antiga: a contação de histórias. É por meio delas que introduzimos as crianças no mundo da literatura, estimulando o universo lúdico e a paixão pelos livros, quadrinhos e outros recursos de leitura úteis ao processo de alfabetização.

Vamos compreender melhor: se você já levou alunos para algum tour cultural, deve ter percebido o quanto esse tipo de evento ganha um espaço carinhoso na memória afetiva de cada um.

O storytelling é capaz de fazer o mesmo, sem sair do lugar. Em uma definição poética, seria como empilhar tijolos narrativos, construindo monumentos imaginários repletos de significado.

Apresentação mais dinâmica e envolvente

A ideia dessa proposta é trazer os conteúdos didáticos para a realidade dos alunos por meio de histórias, fictícias ou não, encadeando os elementos narrativos de modo a tornar a apresentação do professor mais dinâmica e envolvente.

O mesmo acontece em livros, filmes, games e desenhos: esses meios de entretenimento se diferenciam pela forma, mas a narrativa por trás dos acontecimentos é o que realmente prende a atenção do público.

Quem repaginou a contação de histórias com o conceito de storytelling foi outra área de conhecimento: o marketing. Podemos dizer que os publicitários têm as mesmas dificuldades de um professor: em meio a tantos estímulos de propagandas, precisam encontrar uma forma de chamar mais atenção do que os concorrentes. Por isso, vários conteúdos publicitários têm evoluído para inserir marcas em contextos de histórias.

Por que o storytelling é tão eficiente?

O sucesso do storytelling para consumidores e alunos é explicado pela neurociência. Para entender por que ele é essencial ao aprendizado, precisamos conhecer os caminhos da memória no cérebro humano. E para tornar a proposta ainda mais clara, vamos fazer isso contando uma história!

Conheça a história da Jéssica, a aluna nota 10

Jéssica era aluna do nono ano do ensino básico em uma escola pública do interior de São Paulo. Desde a primeira série, ela contou cada nota 10 que alcançou em uma prova ao longo de sua trajetória escolar — e foram mais de trezentas. A menina guardava com carinho cada uma das avaliações em uma pasta para registrar seu desempenho.

Os colegas e professores se irritavam com a arrogância de Jéssica: ela nunca prestava atenção às aulas e desdenhava das metodologias de ensino dos professores. Julgava-se sempre superior aos demais alunos, pois aparentemente se esforçava menos para conquistar resultados melhores que os dos outros.

O que estaria por trás de seu desempenho? Todos, inclusive os professores, se questionavam a respeito. Para ela, não havia dúvidas. Ela apenas era mesmo a melhor, quase um gênio, e não precisava entender o porquê. Os números eram suficientes para tirar essa conclusão.

Até que veio o final do nono ano e, com ele, chegou o dia da Prova Brasil, a avaliação aplicada pelo MEC para medir a qualidade do ensino básico. Para Jéssica, o primeiro lugar estava garantido. Mas, para a surpresa de todos, quando chegou o resultado, a aluna ficou entre os 10 últimos lugares da escola. O que teria acontecido de errado?

Os erros de Jéssica

O problema aconteceu porque, ao longo dos anos, Jéssica não se preocupou em aprender, mas apenas em estudar para as provas e exibi-las como troféu. Ela se empenhava ao máximo nas semanas de avaliações, estudando e decorando questões importantes, mas não participava das aulas. A aluna dizia que os livros eram mais objetivos e que os professores “inventavam muita moda” para abordar questões simples.

A moda, a qual ela se referia, era a filosofia de ensino adotada pela escola: uso do storytelling para garantir maior envolvimento dos alunos em conteúdos essenciais, conforme os planos de aula. Jéssica, no entanto, estava preocupada apenas em decorar esses conceitos. Vamos entender por que essa estratégia funcionava para as provas, mas demonstrou ser um fracasso no longo prazo.

Como essa metodologia funciona?

Para entender como o storytelling funciona, é preciso, primeiramente, entender como a nossa memória se organiza.

De maneira resumida, podemos dizer que o cérebro tem três níveis de memória: de curto, médio e longo prazo. É como se fossem três pendrives diferentes, com limite de armazenamento. Imagine que as informações que adquirimos se distribuem nesses pendrives conforme o nível de importância.

Assim, dados recém-adquiridos vão para a memória de curto prazo. Então, o cérebro avalia o grau de relevância da informação para saber se pode jogá-la fora (ou seja, fazer você se esquecer dela).

Caso ele reconheça a importância do conteúdo, as informações vão para a memória de médio prazo. Se depois de um tempo o cérebro identifica que esses conhecimentos não podem ser esquecidos ao longo da vida, eles são direcionados para a memória de longo prazo.

Como o cérebro reconhece a importância de um conteúdo?

Essa é a chave da questão. O reconhecimento de importância não depende da sua vontade: senão, seríamos bancos de dados com armazenamento infinito, mas nossa capacidade é limitada. Por isso, o cérebro utiliza basicamente dois critérios para reconhecer a importância de uma informação: a repetição e o envolvimento.

Repetição

Você costuma esquecer os números da sua conta de banco, RG, CPF e da data de aniversário, por exemplo? Eles já se repetiram tanto na sua vida que você conseguiu decorá-los. Então, o cérebro entendeu que são importantes e armazenou-os na memória de longo prazo.

O mesmo acontece com conteúdos que aprendemos na escola. Se fizermos um esforço de decorar tudo pouco antes da prova, provavelmente vamos bem, pois o conteúdo ainda estará presente na memória de curto prazo. Mas se não tivermos mais nenhum contato com a informação, ela será fatalmente esquecida para sempre.

Envolvimento

Esse fator está diretamente relacionado ao storytelling: as histórias nos chamam atenção, pois ficamos atentos para saber o desfecho da narrativa. Essa postura provoca um envolvimento diferenciado, e é por isso que nos lembramos de boas histórias para sempre. Até mesmo as piadas entram nessa categoria: criamos tanta expectativa e rimos tanto que nosso cérebro entra na onda e quer nos lembrar dessa sensação boa para sempre.

Portanto, quando os professores da Jéssica “inventavam moda”, como ela dizia, na verdade estavam utilizando uma metodologia de ensino que trata os conteúdos de maneira menos objetiva, mas com maior potencial para explorar a atenção e a retenção de informações no longo prazo.

Não é necessário ser uma máquina de conceitos para dar uma boa aula: menos dados com mais envolvimento e repetição geram um resultado muito mais positivo.

Agora, desafiamos você a pensar em como aplicar essa estratégia. A história da Jéssica, por exemplo, seria excelente para explicar o funcionamento do cérebro em uma aula de biologia. Com certeza os alunos se lembrarão dessa dica de estudo para sempre e os conceitos ensinados farão mais sentido para eles.

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Pós em Educação: por que escolher cursos reconhecidos pelo MEC?

Você, como profissional da educação, provavelmente pensa constantemente na importância da busca pela qualificação profissional para lidar com os crescentes desafios dessa área. Uma das formas mais eficazes de conquistar isso é por meio da realização de uma pós em Educação.

Ela ampliará os seus conhecimentos e valorizará o seu currículo consideravelmente. Além disso, uma pós em Educação lhe permitirá requerer progressão salarial, como ocorre nas instituições públicas.

No entanto, é altamente recomendável que busque por cursos certificados pelo Ministério da Educação (MEC). Quer saber por que é tão importante escolher cursos reconhecidos pelo MEC e como fazer isso de maneira certeira? Continue acompanhando o post para conferir!

Qual a importância do reconhecimento?

O MEC é a instituição governamental que avalia, reconhece, autoriza e credencia todas as instituições de ensino superior (IES) do país, seja na modalidade de ensino presencial, seja na modalidade de ensino a distância (EAD).

Nosso foco neste post será nos cursos em nível de pós-graduação lato sensu presenciais. Eles compreendem os cursos de especialização (incluindo os MBAs) e devem ter duração mínima de 360 horas.

No caso do lato sensu, o reconhecimento por parte do MEC não é obrigatório, consequentemente, a autorização e a renovação do reconhecimento também não. É necessário, porém, que as instituições atendam aos requisitos da Resolução CNE/CES no 01, de 8 de junho de 2007.

No entanto, embora o reconhecimento não seja obrigatório para os casos de cursos lato sensu, cabe a seguinte reflexão: a não obrigatoriedade do reconhecimento diminui a sua relevância? Afinal de contas, ser reconhecido por um órgão de tamanha representatividade já é, por si só, um indicativo de procedência da instituição, não é mesmo?

Quando pensamos no mercado de trabalho, será que a organização para a qual você trabalha verá com bons olhos o fato de que a sua pós em Educação foi realizada em instituição não reconhecida? Provavelmente não, uma vez que o reconhecimento pelo MEC normalmente representa um dos referenciais de qualidade de ensino.

Como funciona o processo de avaliação do MEC?

Para que você tenha uma noção melhor da complexidade desse processo de reconhecimento, falaremos um pouco sobre como se dá a avaliação do MEC. O órgão avalia as instituições por meio do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Esse sistema leva em consideração a análise dos cursos e das instituições de ensino, bem como a performance dos alunos.

Há uma série de indicadores de qualidade. São eles:

Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade);

Conceito Preliminar de Curso (CPC);

Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC).

Como saber se a instituição é reconhecida?

Após vermos como é importante escolher cursos reconhecidos pelo MEC, você pode estar se perguntando: mas como eu tomo conhecimento se uma instituição é reconhecida ou não? Na verdade, isso é bem simples.

A página do e-MEC oferece uma base de dados única das IES. Há diferentes formas de consultas disponibilizadas. São elas:

A página informa que os dados fornecidos sobre os cursos de especialização são de cunho apenas declaratório. Sendo assim, quaisquer irregularidades são de responsabilidade das respectivas instituições.

Quais são as características de uma boa pós-graduação?

Para chegar à conclusão de que uma pós-graduação é boa, você pode se valer de uma série de critérios. O primeiro que citaremos — e que, inclusive, é o tema central deste post — é a regularização do curso junto ao MEC. Os tipos de exigência para essa regularização dependerão da modalidade do curso, se lato sensu ou stricto sensu.

Independentemente do ― extremamente relevante ― parecer do MEC, há outros pontos importantes que devem ser levados em conta no momento da sua busca por uma instituição para cursar sua pós em Educação. A seguir, listaremos alguns desses pontos essenciais.

Avaliação popular

Que a internet torna a interação com outras pessoas e o conhecimento sobre suas opiniões algo muito mais simples, não é segredo para ninguém. Sendo assim, a avaliação popular sobre uma infinidade de organizações pode ser facilmente obtida. E isso não é diferente com as instituições de ensino.

Pense no quão importante são as avaliações reais de pessoas que já ingressaram na mesma instituição na qual você pretende entrar. Depoimentos e avaliações em redes sociais como o Facebook possibilitam isso.

Histórico da instituição

Aqui, não estamos nos referindo necessariamente ao tempo de existência de uma instituição, mas, sim, ao caminho trilhado desde sua fundação, tenha ela ocorrido há muito ou pouco tempo.

Para isso, procure conhecer mais sobre o histórico da instituição, a finalidade com que foi fundada e os seus passos até os dias atuais. A instituição possui certificações? Já foi bem avaliada em rankings? Esses são alguns dos questionamentos que você pode buscar responder.

Grade curricular

A consulta à grade curricular de uma instituição é outro bom indicativo da qualidade de um curso. Por meio da oferta de disciplinas, é possível que verifique se a grade contempla conteúdo atualizado com as demandas da área.

Corpo docente

Com relação ao corpo docente de cursos de pós-graduação lato sensu em nível de especialização, o MEC estabelece que este deverá ser constituído por professores especialistas ou de reconhecida capacidade técnico-profissional. Pelo menos 50% desses profissionais devem possuir titulação de mestre ou de doutor obtido em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pelo MEC.

Flexibilidade

Com você bem sabe, a rotina de professores é algo complexo. Muitas vezes, em um mesmo dia, o professor está atuando em três turnos. Em outros dias, o tempo disponível pode ser usado para corrigir provas, preparar aulas e também resolver questões de cunho pessoal. Por isso mesmo, instituições que se preocupam com os horários em que ofertarão seus cursos já demonstram preocupação com esse profissional.

Infraestrutura

Por último, mas não menos importante, falaremos sobre a infraestrutura. A forma mais eficaz de descobrir isso é visitando o local e todos os seus espaços: sala de aula, laboratório de informática, lanchonete/restaurante (se houver), entre outros.

Nesse momento, avalie: eles oferecem estrutura que contribua para o seu bom desempenho no curso? Pode parecer algo até irrelevante a princípio, mas até mesmo os tipos de assentos disponibilizados em sala de aula influenciam, por exemplo. Como passará muitas horas sentado naquelas cadeiras, a ergonomia é uma questão que deve ser avaliada. Pense nisso!

Após a leitura deste post, acreditamos que você terá condições de optar por uma pós em Educação que cumpra com os requisitos de qualidade esperados por você para alavancar sua carreira de professor. E por falar nisso, estamos à disposição para ajudá-lo no que for preciso nessa missão. Entre em contato conosco. Teremos satisfação em atendê-lo!

Características e habilidades de um professor qualificado na rede pública

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Boston Consulting Group, estudantes que assistem aulas com professores bem capacitados aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam durante um ano letivo com um professor menos qualificado.

Isso significa que a capacitação adequada de um docente impacta diretamente e positivamente no rendimento do educando, sendo um grande diferencial para o desenvolvimento dos discentes.

Por isso, o profissional que realiza a mediação no processo de aprendizagem precisa, obrigatoriamente, ser bem-qualificado. Pois, somente assim, ele poderá exercer sua função com maestria, transformando as informações em conhecimento, abrindo novas portas para o saber e fazendo os alunos adquirirem consciência crítica.

Diante disso, fica evidente que a qualificação profissional dos educadores é importantíssima para uma carreira de sucesso e, sobretudo, para uma educação com mais qualidade, não é mesmo?

Pensando nisso, decidimos reunir nesse artigo todas as características e habilidades que um professor qualificado deve possuir para atuar na rede pública de ensino. Confira!

Afinal, o que torna um professor qualificado?

Um dos maiores desafios que o Brasil enfrenta atualmente está concentrado na melhoria da educação de base da rede pública de ensino. E se existe um consenso na área educacional, este é o da importância de um professor qualificado na construção de um ensino-aprendizagem de qualidade.

Contudo, como saber se um professor é realmente capacitado para enfrentar os desafios de uma sala de aula da rede pública? Para solucionar essa questão e fornecer educadores mais preparados para atuar nas escolas do país, o Ministério de Educação (MEC) instituiu a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente.

O exame teve sua matriz de conteúdos estabelecida pelo Inep — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira — e foi elaborado a partir de estudos nacionais e internacionais, consulta pública, seminários e com contribuição de uma comissão com mais de 70 especialistas e 90 instituições de ensino.

Atualmente, a prova auxilia o processo de seleção de professores para ingresso na carreira pública e substitui concursos públicos em diversos estados e municípios.

Entre as competências que se espera do educador o documento de 14 páginas aponta, por exemplo, a necessidade de compreender os aspectos sociais, culturais e econômicos da sociedade e como eles se relacionam com a educação. 

Além disso, a prova cobra pleno domínio da legislação educacional e aptidão para:

  • realizar um planejamento pedagógico;
  • comunicar-se com coerência e coesão;
  • e conectar os diversos conteúdos curriculares aos fenômenos do mundo social e natural.

É importante ressaltar que o documento se divide em dois eixos: o primeiro diz respeito às competências do candidato quanto às questões que envolvem:

Em contrapartida, o segundo se volta para os “objetos do conhecimento” e exige do candidato domínio dos conteúdos de artes, história, língua portuguesa e matemática, além de temas como gestão e políticas educacionais.

Acompanhe a seguir, as habilidades e competências que um bom educador deve possuir de acordo com o documento:

  • possuir total entendimento dos conteúdos das disciplinas as quais leciona e compreender seus princípios e conceitos;
  • conhecer as particularidades de desenvolvimento dos estudantes, suas expectativas e contexto em que vivem e de que forma isso afeta o seu processo de aprendizagem;
  • demonstrar domínio didático acerca das matérias que ensina, o que inclui diferentes estratégias e atividades;
  • ter total conhecimento das diretrizes curriculares que envolvem as disciplinas que leciona;
  • coordenar os objetivos e conteúdos de acordo com o currículo, com o progresso dos estudantes e seu grau de aprendizagem;
  • escolher diferentes meios de instrução que estejam alinhados com os objetivos e perfil dos alunos;
  • estabelecer critérios de avaliação condizentes com os objetivos do curso, com o que se ensina e com o currículo, tendo em vista proporcionar a todos os estudantes a oportunidade de demonstrarem o que aprenderam;
  • favorecer um ambiente agradável para a aprendizagem, com um convívio de respeito, igualdade, confiança, cooperação e entusiasmo;
  • demonstrar grandes expectativas em relação ao aprendizado e desenvolvimento de todos os integrantes da sala;
  • estabelecer e manter normas de convivência em sala de aula, de modo que os alunos aprendam a ter responsabilidade pela sua aprendizagem e a dos colegas;
  • demonstrar valores, atitudes e comportamentos positivos, promovendo o desenvolvimento dos alunos;
  • comunicar-se efetivamente com os pais de alunos, atualizando-os e buscando estimular o seu comprometimento com o processo de ensino aprendizagem dos alunos;
  • aplicar estratégias de ensino desafiantes e coerentes com os objetivos de aprendizagem e com os diferentes níveis de aprendizado dos alunos;
  • utilizar métodos e procedimentos que promovam o desenvolvimento do pensamento e da busca independente do conhecimento;
  • otimizar o tempo disponível para o ensino, garantindo o máximo de aprendizagem de cada aluno durante toda a duração da aula;
  • avaliar e monitorar o processo de compreensão e apropriação dos conteúdos por parte dos estudantes;
  • buscar aprimorar seu trabalho constantemente a partir de diversas práticas, tais como: a reflexão sistemática de sua atuação, a autoavaliação em relação ao progresso dos alunos, as descobertas de pesquisas recentes sobre sua área de atuação, e as recomendações de supervisores, tutores e colegas;
  • trabalhar em equipe com os demais profissionais para tomar decisões em relação à construção e/ou implementação do currículo e de outras políticas escolares;
  • possuir informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão, incluindo aquelas relativas à aprendizagem e ao bem-estar dos alunos;
  • conhecer o sistema educacional e as políticas vigentes.

O estudo ainda conta com uma lista de princípios estéticos e éticos que um professor deve ter na sua atuação. Veja alguns dos aspectos que merecem destaque:

  • encontrar meios de desenvolver nos alunos o interesse pela vida e pelos problemas sociais, estimular o desejo de participar da construção da democracia;
  • desenvolver nos estudantes a capacidade de compreender e aceitar o outro, sem exceções, para que sejam capazes de conviver e se relacionar com pessoas diferentes deles mesmos;
  • trabalhar os alunos para que percebam e reflitam sobre a diversidade humana e encontrem meios de valorizar essas diferenças, garantindo todos os direitos sociais e agindo para que qualquer desigualdade seja desconstruída;
  • mais do que buscar o acesso à escola para todas as pessoas, independentemente da idade, é encontrar meio para a permanência de todos no processo educativo;
  • conhecer a realidade do aluno, sua cultura, cotidiano, suas experiências de vida e trazer isso para o conteúdo de modo a facilitar o entendimento e aprendizagem;
  • preparar o educando para relacionar seu aprendizado ao mundo do trabalho, sem se esquecer das práticas sociais;
  • envolver no processo de aprendizagem todos os atuantes da instituição de ensino e os responsáveis pelos estudantes para que desenvolvam atitudes a favor da comunidade, envolvendo-a do mesmo modo;
  • observar a qualidade de educação e buscar legalmente, se for necessário, os direitos previstos pela constituição para que se tenha um nível desejado.

Vale lembrar que, ainda que a matriz esteja focada na educação de crianças que estudam na rede pública, o seu conteúdo pode ser usado e pensado por todos os docentes e instituições de ensino, não importando o nível de formação. 

Por fim, ainda que a educação do país esteja distante da excelência, é imprescindível que a sociedade brasileira reflita sobre os itens dispostos no documento e revise o que tem sido feito para que a educação brasileira avance. 

Quais habilidades um professor precisa desenvolver?

O profissional que realiza a mediação no processo de ensino-aprendizagem precisa, necessariamente, possuir plena capacidade para desenvolver seu trabalho em sala de aula. 

Para exemplificar essa afirmação, veja uma comparação: Para que um chefe de cozinha obtenha sucesso em sua carreira, ele precisa saber tudo sobre comida, o que inclui:

  • o gerenciamento da cozinha;
  • a escolha dos ingredientes; 
  • o modo de preparo;
  • o tempo exato de cozimento;
  • a apresentação do prato.

Agora imagine que um restaurante contratou um chefe de cozinha que não sabe liderar uma equipe e sequer consegue cozinhar adequadamente. Isso afetaria o restaurante de alguma forma? A resposta é simples: sim, com certeza. Um falso chefe de cozinha não entregaria bons pratos aos clientes que, consequentemente, não voltariam ao estabelecimento, o levando à falência. 

Na educação não é diferente. Isso porque o alvo dos professores é a aprendizagem e, se o educador não consegue cumprir seu papel em sala de aula, conduzindo a turma em um processo de aprendizagem satisfatório, os alunos não aprendem como o esperado e saem prejudicados a longo prazo.

Diante disso, fica evidente que todo profissional precisa ser dotado de determinadas habilidades para que possa realizar o seu trabalho da melhor maneira possível. Veja algumas das aptidões que precisam ser desenvolvidas para que um docente consiga levar seus alunos à um novo patamar:

Organização

Para alcançar bons resultados e atingir metas com facilidade é imprescindível ser organizado. Afinal, uma boa organização permite não só a otimização do planejamento de aula como também a facilitação do trabalho no cotidiano escolar, em especial dos professores que precisam lecionar em mais de uma classe. 

Preparação

Os alunos percebem facilmente quando um professor está improvisando na sala de aula por falta de planejamento. Quando isso acontece, os discentes acabam não confiando na legitimidade do conteúdo dado pelo professor e terminam sem prestar atenção na aula.

Portanto, para que o educador mantenha sua credibilidade perante os educandos, é fundamental que eles planejem suas aulas com antecedência e administrem o conteúdo com clareza e confiança.

Compromisso

A docência está estritamente conectada ao comprometimento. Isso porque quando o professor não está comprometido com seu trabalho, suas aulas dificilmente atingem o esperado pelo planejamento, prejudicando a apreensão do conteúdo pelos educandos. 

Por isso, os professores precisam estar 100% comprometidos com os seus objetivos. Afinal, seu desempenho impacta diretamente a aprendizagem de dezenas de discentes.

Audição

Sejam perguntas, dúvidas ou críticas construtivas, ouvir com atenção faz toda a diferença durante a aprendizagem, pois estimula os alunos a fornecerem feedbacks constantes, facilitando até mesmo uma intervenção pedagógica no planejamento.  

Além disso, é interessante lembrar que docentes que ouvem compreendem melhor as necessidades de seus alunos e lidam melhor com os debates acalorados que podem surgir em sala de aula. 

Adaptação

Talvez o professor seja o profissional que mais se reinvente. Isso porque nem sempre o plano de aula elaborado funciona da maneira esperada, fazendo com que o docente precise entender o que deu errado para que consiga realizar adaptações que respeitem os diferentes perfis de alunos

Tecnologia

Nos dias de hoje, com a crescente da tecnologia, é essencial que os professores conheçam os termos e ferramentas tecnológicas do momento. Isso porque estar atualizado nesse campo faz toda a diferença no processo de ensino-aprendizagem. 

Dessa forma, é importantíssimo que os educadores se informem sobre as últimas tendências educacionais e tecnológicas, visando integrá-las no cotidiano escolar para obter mais interesse dos discentes e, naturalmente, um melhor desempenho.

Tolerância

Nem sempre crianças e adolescentes estão dispostos a ouvir. Nessas situações, é essencial demonstrar paciência, empatia e tolerância, pois os alunos ainda estão em formação e, naturalmente, não possuem o mesmo entendimento que os adultos.

Além disso, é importante lembrar que cada aluno possui uma vivência distinta fora do contexto escolar que precisa ser entendida e, sobretudo, respeitada.

Quais competências um professor deve desenvolver em salas de aula?

Um dos principais desafios que os professores enfrentam a cada ano letivo se concentra no plano de aula e na escolha da metodologia de ensino. Dessa forma, para que a apreensão de conceitos e teorias ocorram da melhor maneira possível, é fundamental que as aulas despertem o interesse e a atenção dos estudantes.

Além disso, é importante lembrar que existem habilidades que podem influenciar positivamente o desempenho e a carreira dos alunos e, portanto, precisam ser desenvolvidas no ambiente educacional.

À vista disso, decidimos reunir nesse tópico as competências que um docente não pode deixar de desenvolver na sala de aula. Veja logo abaixo:

O desenvolvimento do pensamento crítico

O desenvolvimento do pensamento crítico nas escolas é fundamental para que os estudantes consigam realizar análises aprofundadas em relação ao que é noticiado pela mídia, além de ser essencial na criação de estratégias em suas carreiras futuras.

Sendo assim, uma boa forma de auxiliar os educandos, e estimulá-los a pensarem por si só, é ensiná-los a questionar temas da atualidade. Para isso, os docentes podem utilizar reportagens que contenham relação com a disciplina ou conteúdo, incitando um debate em sala de aula e envolvendo toda a turma.

A projeção do futuro

Muitos alunos chegam ao ensino médio sem ter escolhido uma carreira. Todavia, um dos principais papéis do professor é orientar os discentes e encorajá-los a encontrar seus próprios caminhos, solucionando as dúvidas que possam surgir. 

Nesse sentido, é imprescindível que o educador motive e inspire os seus alunos a identificarem suas habilidades e competências. Uma boa forma de fazer isso é sugerir filmes e livros, indicar a procura por profissionais de diversas áreas e até mesmo contar a sua experiência durante o processo de escolha pela profissão.

A promoção do autoconhecimento

Uma das principais características que um estudante deve desenvolver ao longo da sua trajetória escolar é o autoconhecimento. Afinal, ele é determinante para que os educandos considerem seus perfis e sejam capazes de fazer boas escolhas profissionais e pessoais.

Assim, é recomendável que o educador incite a reflexão nos momentos oportunos, mostrando aos alunos como eles podem avaliar sua própria aprendizagem, de modo que eles descubram se a metodologia de ensino que está sendo usada é ou não eficiente, por exemplo.

O incitamento da colaboração

Ao ingressarem no mercado de trabalho, os discentes precisarão trabalhar em equipe e conviver com diferentes profissionais, o que nem sempre é fácil.

Para facilitar essa adaptação, o professor deve estimular os alunos a realizarem trabalhos em grupos com colegas que não pertençam ao seu círculo social.

Uma outra forma de instigar a colaboração é fazer com que os alunos que dominam melhor o conteúdo interajam com os companheiros de classe que ainda não compreendem completamente a matéria.

Dessa forma, os estudantes aprenderão não só sobre o trabalho em equipe, mas também sobre respeito, tolerância e valorização da diversidade. 

O encorajamento do lado empreendedor

Despertar o lado empreendedor dos educandos é uma das inúmeras tendências do universo educacional, uma vez que incentiva a proatividade em crianças e adolescentes.

Em vista disso, pedir a realização de tarefas ou trabalhos que aliem a criatividade e a estratégia pode ser uma ótima ideia. Dessa forma, assim, eles aprenderão com seus próprios erros e quando vale a pena assumir riscos.

O aperfeiçoamento da comunicação

Dominar a técnica da oratória é uma habilidade importante para qualquer pessoa, ainda que ela não trabalhe especificamente com a fala.

Por esse motivo, um bom plano de aula deve conter atividades em que a escrita, a oralidade e a leitura sejam estimuladas, de preferência na mesma proporção.

Além disso, é essencial que o educador utilize seminários ao decorrer do ano letivo, pois assim ele poderá fazer sugestões e críticas construtivas em relação à oratória, à exposição de informações e à linguagem corporal dos alunos.

Como um professor pode se manter qualificado?

Quando os responsáveis por uma criança ou adolescente buscam por uma escola, a maior preocupação deve sempre estar voltada para a atualização de conhecimento dos profissionais que conduzirão a aula. Isso porque ela pode ser determinante para a melhor compreensão dos discentes, como aponta o estudo citado no início deste artigo.

Contudo, como um docente pode se manter qualificado para fornecer o seu melhor em sala de aula? A resposta para esse questionamento é mais simples do que parece, visto que a qualificação pode ser entendida como um conjunto de aptidões que um profissional é capaz de adquirir estudando e se especializando.

Isso significa que para se manter qualificado é fundamental que o docente invista na formação continuada. Dessa maneira, o comprometimento dos profissionais da educação em aprimoramento permite que eles agreguem conhecimento, gerando transformação e impacto não só no contexto escolar, mas também no profissional. Além disso, também permite que eles estejam bem informados e atualizados sobre as tendências educacionais.

Deste modo, no campo profissional, a formação continuada permite que o professor se aproxime das novas formas de linguagem, da tecnologia e se engaje em estudos e pesquisas. Enquanto, no âmbito educacional, a formação continuada possibilita que o docente deixe de ser um mero transmissor para se tornar um facilitador do conhecimento.

Assim, o constante processo de formação e atualização capacita o docente a se adaptar às inúmeras mudanças do contexto educacional, permitindo que ele contorne as mais diversas dificuldades encontradas no cotidiano escolar. 

Devido às inúmeras mudanças no contexto educacional brasileiro, especialmente com a expansão do acesso a educação e, consequente aumento da diversidade de educandos, o docente ganhou uma importância ainda maior no que se refere ao desempenho escolar.

Entretanto, a qualificação dos educadores, como tem se apresentado, não tem sido eficiente no que diz respeito a preparação adequada para o enfrentamento dos desafios fixados pelo novo molde de ensino que aceita a pluralidade didática, visando a melhora do desempenho dos discentes.

Além disso, observa-se que docentes menos capacitados se encontram nas instituições de ensino cujo alunado demanda um profissional mais inovador e bem preparado, demonstrando uma distribuição desigual e injusta na educação.

Sob essa perspectiva, o exercício da reflexão crítica torna-se uma particularidade facilitadora da administração do processo de transformação pelo qual a instituição de ensino passa, tornando-a mais qualificada para adaptar as medidas expressas nas políticas atuais.

Isso exige uma formação que instrumentalize os educadores para a prática frequente da reflexão, do trabalho coordenado e cooperativo e, para a constante atenção às necessidades e singularidades dos educandos.

Desse modo, o que se pretende ressaltar não é a simples introdução do professor no processo de qualificação profissional, mas a interação e a inclusão dos diferentes atores envolvidos nesse processo: gestores, professores, autoridades educacionais, instituições de ensino etc.

Todavia, a notoriedade fornecida ao docente no decorrer desse artigo não significa desconsiderar a dimensão política que cerne os processos educacionais, mas sim ponderar a redefinição dos papéis dos atores sociais implicados no processo de capacitação profissional.

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Saiba por que a diversificação no ensino é tão importante

O documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular, em apreciação no MEC, trata do conteúdo básico que deve ser lecionado nas escolas, como as disciplinas de língua portuguesa e matemática. No entanto, para os educadores, não penetra em um ponto importante: a diversificação no ensino, que desperta mais o interesse dos jovens pelo conhecimento, motivando-os a ir além do conteúdo aprendido em sala de aula.

O Colégio Pedro II (RJ), por exemplo, é adepto de uma grade curricular que mescla as disciplinas tradicionais com projetos alternativos. Essa proposta já auxiliou inúmeros alunos a se qualificarem para ingressar nas melhores universidades brasileiras e a traçar uma trajetória atraente para instituições de ensino de ponta no exterior, como Harvard, Yale e Stanford.

Esse é apenas um dos muitos casos que comprovam que a diversificação no ensino é fundamental para os alunos adquirirem autonomia e se desenvolverem plenamente durante o processo de ensino-aprendizagem. Pensando nisso, preparamos este post para mostrar as práticas que um docente pode adotar seguindo esse modelo de ensino. Vamos lá?

Promova a interdisciplinaridade

O uso da interdisciplinaridade como maneira de integrar conteúdos de uma disciplina com outros campos de conhecimento é uma das proposições expressas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que contribuem para o aprendizado do aluno.

Isso porque a interação entre matérias aparentemente distintas pode complementar ou suplementar a formação, eliminando a fragmentação entre disciplinas divergentes e estimulando uma aprendizagem mais crítica e reflexiva.

Desse modo, a interdisciplinaridade fornece uma nova perspectiva em relação ao conhecimento, pois constrói um saber global que possibilita aos discentes um aprendizado mais amplo e eficaz no que diz respeito à complexidade da sociedade.

Explore os recursos da tecnologia 

Com a globalização, a tecnologia passou a fazer parte do cotidiano de crianças, adolescentes, adultos e até mesmo idosos. Por isso, os educadores que resistem à sua inclusão no contexto pedagógico acabam se tornando obsoletos. Em contrapartida, aqueles que a utilizam de forma atraente e inovadora, despertam o interesse dos jovens e estimulam o desenvolvimento de cada um deles.

Porém, é importante salientar que a tecnologia, sozinha, não é capaz de transformar a didática de um professor, pois devem ser levados em conta o contexto da sala de aula e o perfil dos estudantes. Dessa maneira, ela aproxima a rotina no ambiente educacional do cotidiano fora da escola, o que estreita a relação entre educador e educando.

Utilizar recursos tecnológicos como tablets, lousas digitais e aplicativos educacionais é uma ótima maneira de apresentar conteúdos de um jeito novo e divertido. Além dos benefícios para o aluno, o método também ajuda no trabalho do professor, uma vez que essas ferramentas são capazes de indicar o desempenho geral da turma.

Nesse cenário, o docente pode tomar algumas providências como realizar intervenções pedagógicas, resgatar alunos com dificuldades na disciplina e conduzir as aulas uniformemente. Com isso, todos os atores sociais envolvidos no processo educacional saem ganhando, pois se sentem integrados à realidade proporcionada pela tecnologia.

 

Incentive os trabalhos de pesquisa

O trabalho pedagógico desenvolvido no Brasil enfrenta grandes desafios. A falta de estímulo e o próprio desinteresse dos alunos pelos estudos são uma dura realidade, principalmente nas escolas públicas. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os índices de reprovação e evasão escolar chegam a 11,2% somente no ensino médio.

Além de preocupante, esse número indica a necessidade de uma nova perspectiva quanto às práticas pedagógicas, especialmente no âmbito da rede pública de ensino. Nesse sentido, uma boa alternativa é apostar em projetos de iniciação científica, que impulsionam o desenvolvimento dos estudantes e promovem uma formação emancipadora.

A abordagem desses projetos coloca o aluno no centro do processo, visto que ele é o responsável por elaborar os questionamentos e determinar o que será estudado durante a busca por soluções. Também é importante destacar que a iniciação à pesquisa e à ciência promovem avanços significativos na educação dos adolescentes. Confira alguns deles:

 

 

 

  • atribui maior significação às atividades escolares;
  • auxilia no desenvolvimento de habilidades técnicas dos estudantes;
  • capacita os alunos com relação à maneira de lidar e solucionar problemas cotidianos;
  • contribui para a formação de discentes autônomos e com visão crítica da sociedade. 

Prepare aulas práticas

O uso de diferentes métodos de ensino enriquece o trabalho docente e qualifica o processo de ensino-aprendizagem. Por isso, o ideal é que o professor articule metodologias de acordo com a situação de ensino para que ocorra um maior aproveitamento por parte dos alunos.

Nessa perspectiva, o educador também está desenvolvendo um mecanismo relevante para otimizar seu trabalho, uma vez que essas atividades práticas/experimentais permitem:

  • constatar possíveis problemas no desenvolvimento individual e coletivo;
  • observar o conhecimento prévio dos alunos;
  • estimular a pesquisa, a investigação e, naturalmente, a busca pela solução de questionamentos.

Ao experimentar as aulas práticas, o discente consegue explorar o novo e fazer o estudante refletir cientificamente sobre o mundo, ampliando seu conhecimento sobre a natureza e incentivando o desenvolvimento de habilidades como observação minuciosa, obtenção e organização de dados, reflexão, compreensão de conceitos básicos, ampliação da capacidade de solucionar problemas, entre outras.

Dessa forma, o professor conduz o conhecimento a partir de ações e não apenas de aulas expositivas, ou seja, teóricas. Com isso, é mais fácil atrair e prender a atenção do aluno, estimulando a sua curiosidade e o colocando como sujeito da aprendizagem. Além disso, essas metodologias diferenciadas instigam a imaginação e o raciocínio dos estudantes, fazendo-os refletir, construir e desenvolver novas ideias. 

No entanto, é preciso ter cuidado ao planejar esse tipo de atividade para não correr o risco de se limitar, por exemplo, a nomeações e manipulações de reagentes — o que pode produzir o efeito contrário nos estudantes. Por isso, lembre-se de que as atividades experimentais devem ter o intuito de impactar o aluno positivamente, melhorar o seu desempenho e demonstrar que o conhecimento vai além da sala de aula.

Agora que você sabe da importância da diversificação no ensino e conhece algumas práticas para aplicar essa metodologia, siga a nossa página no Facebook para ficar por dentro de outros conteúdos como este. Esperamos por você!

 

 

 

Qual a importância da experiência extraescolar no ensino?

Você conhece bem o universo dos seus alunos? Os lugares que frequentam, os programas a que assistem, as músicas que escutam, os valores e os ídolos mais representativos?

O mundo muda cada vez mais rápido e os professores têm uma grande dificuldade para acompanhar a dinâmica das novas gerações. O principal desafio é compreender e agregar toda essa experiência extraescolar ao ensino formal, tornando o espaço da escola mais moderno envolvente.

Nesse sentido, as instituições educacionais de hoje precisam não apenas conviver com outras modalidades de educação não formal, informal e profissional, mas também articular-se e integrar-se a elas. Esse contexto traz a necessidade de análise e reflexão constante sobre os caminhos da educação com relação ao desenvolvimento integral do cidadão.

Perspectivas do ensino formal

Muitos alunos não veem no mundo real o que se estuda na escola e acabam sentindo-se frustrados e desmotivados.  A ideia de aprender em um recinto confinado é incompatível com os meios de comunicação modernos: hoje, educar-se é um processo autônomo de informar-se.

Nessa lógica, cada centro difusor de informação, dentro e fora da internet, funciona como instrumento social de educação. O professor não pode mais se apegar a um perfil informador: ele não ensina, mas sim ajuda o aluno a aprender.

Para orientar esse aprendizado, é imprescindível conhecer todas as facetas da realidade em que os jovens estão inseridos. Para muitos professores, essa tarefa pode não ser tão simples. Afinal, são muitos valores e comportamentos diferentes do que aprenderam quanto tinham a mesma idade. Mas, como diz o famoso professor Mário Sérgio Cortella em palestras para educadores: “mudar é complicado, acomodar é perecer”.

A experiência extraescolar na LDB

O objetivo da Educação Básica é assegurar uma formação comum necessária ao exercício da cidadania a todos os brasileiros, além de proporcionar meios para que eles possam progredir no trabalho e em estudos posteriores.

Diante da emergência em buscar novas formas de trabalho mais dinâmicas e adaptadas às realidades dos alunos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 instituiu a experiência extraescolar como um dos princípios fundamentais dessa formação. O conceito se refere a todas as atividades sociais vividas fora da escola.

Nesse sentido, entende-se que um ensino significativo deve mobilizar diversos recursos para construir o conhecimento. Educadores engajados com a causa devem acompanhar a caminhada do aluno no processo de aprendizagem e na construção das competências necessárias para o pleno exercício da cidadania.

O exercício da cidadania na experiência extraescolar

A cidadania não pode ser tratada como uma concepção abstrata, mas sim uma prática cotidiana. Ser cidadão vive, não apenas conhece. Constituir a cidadania como poder de participação é imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Assim, todas as experiências fora da escola servem para materializar aprendizados ou estimular a curiosidade própria de um processo educativo independente da presença do professor e da escola. O envolvimento diferenciado faz com que o conhecimento seja internalizado por meio dos diversos sentidos, tornando-o mais consistente e transformador.

A cidadania, como a liberdade, deve ser conquistada. Cabe aos educadores ampliar o debate sobre a questão da cidadania e os limites impostos à sua prática, trazendo para a escola a reflexão sobre toda a riqueza da diversidade vivida também do lado de fora.

Preparando o jovem para a vida

A experiência extraescolar também exerce uma função fundamental na preparação dos jovens para a vida social, já que eles vão ganhando cada vez mais capacidade de se adaptar a situações e ambientes novos. Nesse caminho, aprendem que a conquista de determinados objetivos não depende apenas das capacidades cognitivas.

Logo, a aprendizagem vai além das contribuições das disciplinas tradicionais, possibilitando o desenvolvimento de capacidades de inserção social e relações interpessoais. Os sentimentos e emoções vivenciados nesses contextos são fundamentais para o processo de autoconhecimento que proporcionará mais consistência às escolhas de vida.

Construção de repertório criativo

É errôneo supor que exista uma diferença básica entre educação e diversão: aquilo que agrada ensina de forma muito mais eficaz. Nesse sentido, mesmo as atividades de lazer trazem muita riqueza na formação de estudantes, considerando as conexões criativas que elas podem proporcionar.

Para compreender melhor essa ideia, é preciso retomar o conceito de criatividade: não se trata de um talento nato restrito a profissionais da arte e da propaganda, mas de uma habilidade de resolução de problemas e expressão de sentidos, que é desenvolvida mediante a formação de um rico repertório cultural.

Quanto mais experiências extraescolares acontecerem na vida dos alunos, mais referências serão armazenadas e mais o cérebro será estimulado a fazer novas conexões, criando novas ideias, conceitos e decodificações. Assim, o desenvolvimento de capacidade crítica tão necessária às atividades do ensino formal ganha um importante aliado.

Pessoas que acreditam não ser criativas podem apenas ter suprimido o impulso exploratório natural das crianças, muitas vezes devido a metodologias educativas arcaicas, que valorizam o excesso de conteúdo em detrimento do lúdico.

A mudança é necessária

Por todos esses motivos, os envolvidos no processo educativo precisam estar preparados, qualificados e informados sobre o universo das novas gerações, uma vez que atualmente, as tecnologias de informação e comunicação interagem em tempo real com todas as partes do mundo.

A partir dessa perspectiva, a escola deve ter em sua grade curricular disciplinas e temas geradores de acordo com a realidade contextualizada, desenvolvendo de forma interdisciplinar os objetivos propostos no Projeto Político Pedagógico.

Como se vê, a tarefa é imensa e o professor certamente é uma peça essencial nessa jornada. Começar a pensar na nossa responsabilidade de cidadãos e formadores de cidadãos é um primeiro passo. A postura e a atitude do professor influenciam muito a maneira como os próprios alunos veem a questão — daí a necessidade de uma formação sólida e de uma constante reciclagem do corpo docente.

Gostou de saber mais sobre a importância da experiência extraescolar e quer receber mais dicas para se tornar um educador diferenciado? Assine a nossa newsletter e fique por dentro das principais inovações que podem ser utilizadas para a formação de alunos mais críticos e cidadãos conscientes!

Sala de aula: 7 dicas de ensino para diferentes perfis de alunos!

Os professores lidam constantemente com turmas repletas de alunos com  personalidades e maneiras de aprender distintas. Com isso, eles acabam se deparando com um grande desafio: encontrar o método ideal de ensino.

Isso porque os alunos não podem e não devem ser submetidos à mesma didática, visto que essa prática, por vezes, desconsidera as habilidades e interesses do educando individualmente.

Contudo, como contemplar os diferentes perfis de alunos? A solução para essa questão se encontra na diferenciação — método de ensino elaborado para englobar todos os estudantes no processo de ensino-aprendizagem.

Quer saber como esse método pode ser colocado em prática? Então confira, a seguir, as sete dicas que listamos para que você revolucione a sua maneira de lecionar. Boa leitura! 

1. Respeite o ritmo de aprendizagem dos discentes

Cada indivíduo apresenta um ritmo distinto durante o processo de aprendizagem. Da mesma forma que uma criança pode falar e andar precoce ou tardiamente em relação às outras da mesma idade, um adolescente pode aprender química mais rapidamente ou de forma lenta quando comparado aos outros estudantes da mesma classe, por exemplo.

Para ultrapassar esse obstáculo, sugerimos que o professor elabore um planejamento de aula que tenha como objetivo contemplar todos os alunos, considerando suas habilidades e deficiências. A escola é um ambiente em que crianças e adolescentes devem ser tratados com igualdade, tendo direito às mesmas oportunidades.

Para que isso ocorra na prática, o ensino deve ser aplicado de forma diferenciada na sala de aula. Assim, ao trabalhar com uma turma composta por alunos com diferentes ritmos de aprendizagem, o ideal é que o docente aplique atividades considerando as competências dos alunos com ritmo mais lento, facilitando o processo e, naturalmente, melhorando o desempenho de cada um deles.

2. Utilize problemas cotidianos na sala de aula

O desenvolvimento de um estudante está estritamente ligado ao ambiente em que ele está inserido, à sua cultura e, principalmente, à forma como a família se relaciona com ele.

Por isso, é necessário conhecer a realidade dos alunos e trazer para a sala de aula os problemas com os quais eles têm familiaridade. Dessa forma, o ensino se aproximará das experiências cotidianas de cada um deles e a motivação será imediata.

Uma maneira de fazer isso é promover uma investigação dos problemas que eles enfrentam onde residem e usar algum deles em um projeto escolar que englobe outras disciplinas.

Embora essa prática dê um trabalho a mais para o educador, ela tem um efeito positivo, já que os alunos podem utilizar um único projeto de diversas formas em várias matérias, contribuindo para a ampliação do conhecimento em curto espaço de tempo de maneira bem mais prazerosa. 

3. Estimule os feedbacks sobre as aulas

O feedback dos alunos é de suma importância para o professor, pois lhe garante uma análise crítica do seu trabalho, permitindo que ele:

  • observe como a turma está assimilando o conteúdo;
  • verifique de perto a dificuldade individual de cada aluno;
  • mude a metodologia de ensino caso seja necessário;
  • adapte o material didático e o planejamento da aula. 

Desse modo, o docente pode realizar rearranjos de modo a melhorar a apreensão do conteúdo pela turma, além de ficar mais próximo do educando, tornando-se sensível às suas dificuldades e necessidades.

4. Estabeleça uma relação de confiança com os alunos

Para contornar os desafios que surgem na sala de aula, o educador precisa estabelecer uma relação de confiança com os alunos. Isso é porque esse sentimento costuma deixar os alunos mais interessados e, consequentemente, motiva o professor a aprimorar a sua didática. 

Para colocar isso em prática, é preciso começar pela transparência quanto aos critérios avaliativos. Dessa forma, os discentes saberão o que devem esperar com relação às notas e ao desempenho de forma geral. 

Vale lembrar, também, que o professor deve criar um ambiente acolhedor para o aluno, onde qualquer questionamento seja bem recebido. Assim, eles se sentirão confortáveis para se expressar livremente, o que contribui para uma boa performance durante o período letivo.

5. Fortaleça o relacionamento entre os alunos

O fortalecimento da relação entre alunos é muito importante no contexto escolar, pois possibilita que os educandos mais tímidos se socializem com o restante da turma. Esse processo não só torna o ambiente educacional mais agradável como também impacta positivamente no desenvolvimento e na aprendizagem. 

Para proporcionar um ambiente escolar assim, é imprescindível que haja mais interação. Nesse sentido, é necessário que os professores ofereçam atividades extracurriculares, como:

  • grupos de debates;
  • atividades culturais e artísticas;
  • práticas esportivas;
  • oficinas.

Desse modo, os educadores não só proporcionarão a socialização, como também auxiliarão as crianças e adolescentes na construção do autoconhecimento, fundamental para que eles sejam capazes de realizar boas escolhas no futuro.

6. Utilize o reforço positivo

O reforço positivo é uma das técnicas mais eficazes para auxiliar os alunos no processo de ensino-aprendizagem. Essa técnica consiste no estímulo à frequência de uma resposta, aumentando a probabilidade de que determinado comportamento volte a acontecer. 

Para colocar em prática o reforço positivo e estimular a aprendizagem do estudante, o docente deve:

  • estar atento às dúvidas dos alunos;
  • reconhecer a participação em sala de aula;
  • valorizar as pequenas conquistas de cada discente. 

Vale ressaltar que o professor deve tomar cuidado quando precisar dar um feedback desfavorável a algum aluno publicamente. Ser um bom professor não está relacionado somente a lecionar o conteúdo com maestria, mas a ser, de fato, um educador.

Não basta que o docente prepare os estudantes para as provas ou para o vestibular, é preciso que ele seja empático com as possíveis deficiências do aluno e comprometido com a aprendizagem.

Somente assim ele será capaz de produzir uma influência significativa na formação do aluno como cidadão consciente de suas responsabilidades. 

7. Invista na especialização

Quando se é professor, é fundamental investir na especialização. A educação precisa acompanhar os avanços e as mudanças na sociedade, mas sem profissionais qualificados isso não é possível.

Investindo em cursos e especializações, os educadores atuam melhor na sua área, visto que aprendem novos métodos de ensino, levando o melhor para os discentes e tendo chances de conquistar melhores salários.

Além disso, é importante ressaltar que o educador que se qualifica constantemente consegue lidar melhor com questões cotidianas dentro do ambiente educacional, como racismo, transtornos de déficit de atenção, dislexia e bullying. Isso é porque ele está atualizado e bem preparado para dar o suporte necessário aos estudantes nos momentos mais delicados de sua formação.

Gostou das nossas dicas de ensino para diferentes perfis de alunos? Então, acesse o post sobre o que o professor pode fazer para melhorar o desempenho dos alunos para aprender novas estratégias e impactar ainda mais a aprendizagem dos educandos!