Características e habilidades de um professor qualificado na rede pública

De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Boston Consulting Group, estudantes que assistem aulas com professores bem capacitados aprendem de 47% a 70% a mais do que aprenderiam durante um ano letivo com um professor menos qualificado.

Isso significa que a capacitação adequada de um docente impacta diretamente e positivamente no rendimento do educando, sendo um grande diferencial para o desenvolvimento dos discentes.

Por isso, o profissional que realiza a mediação no processo de aprendizagem precisa, obrigatoriamente, ser bem-qualificado. Pois, somente assim, ele poderá exercer sua função com maestria, transformando as informações em conhecimento, abrindo novas portas para o saber e fazendo os alunos adquirirem consciência crítica.

Diante disso, fica evidente que a qualificação profissional dos educadores é importantíssima para uma carreira de sucesso e, sobretudo, para uma educação com mais qualidade, não é mesmo?

Pensando nisso, decidimos reunir nesse artigo todas as características e habilidades que um professor qualificado deve possuir para atuar na rede pública de ensino. Confira!

Afinal, o que torna um professor qualificado?

Um dos maiores desafios que o Brasil enfrenta atualmente está concentrado na melhoria da educação de base da rede pública de ensino. E se existe um consenso na área educacional, este é o da importância de um professor qualificado na construção de um ensino-aprendizagem de qualidade.

Contudo, como saber se um professor é realmente capacitado para enfrentar os desafios de uma sala de aula da rede pública? Para solucionar essa questão e fornecer educadores mais preparados para atuar nas escolas do país, o Ministério de Educação (MEC) instituiu a Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente.

O exame teve sua matriz de conteúdos estabelecida pelo Inep — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira — e foi elaborado a partir de estudos nacionais e internacionais, consulta pública, seminários e com contribuição de uma comissão com mais de 70 especialistas e 90 instituições de ensino.

Atualmente, a prova auxilia o processo de seleção de professores para ingresso na carreira pública e substitui concursos públicos em diversos estados e municípios.

Entre as competências que se espera do educador o documento de 14 páginas aponta, por exemplo, a necessidade de compreender os aspectos sociais, culturais e econômicos da sociedade e como eles se relacionam com a educação. 

Além disso, a prova cobra pleno domínio da legislação educacional e aptidão para:

  • realizar um planejamento pedagógico;
  • comunicar-se com coerência e coesão;
  • e conectar os diversos conteúdos curriculares aos fenômenos do mundo social e natural.

É importante ressaltar que o documento se divide em dois eixos: o primeiro diz respeito às competências do candidato quanto às questões que envolvem:

Em contrapartida, o segundo se volta para os “objetos do conhecimento” e exige do candidato domínio dos conteúdos de artes, história, língua portuguesa e matemática, além de temas como gestão e políticas educacionais.

Acompanhe a seguir, as habilidades e competências que um bom educador deve possuir de acordo com o documento:

  • possuir total entendimento dos conteúdos das disciplinas as quais leciona e compreender seus princípios e conceitos;
  • conhecer as particularidades de desenvolvimento dos estudantes, suas expectativas e contexto em que vivem e de que forma isso afeta o seu processo de aprendizagem;
  • demonstrar domínio didático acerca das matérias que ensina, o que inclui diferentes estratégias e atividades;
  • ter total conhecimento das diretrizes curriculares que envolvem as disciplinas que leciona;
  • coordenar os objetivos e conteúdos de acordo com o currículo, com o progresso dos estudantes e seu grau de aprendizagem;
  • escolher diferentes meios de instrução que estejam alinhados com os objetivos e perfil dos alunos;
  • estabelecer critérios de avaliação condizentes com os objetivos do curso, com o que se ensina e com o currículo, tendo em vista proporcionar a todos os estudantes a oportunidade de demonstrarem o que aprenderam;
  • favorecer um ambiente agradável para a aprendizagem, com um convívio de respeito, igualdade, confiança, cooperação e entusiasmo;
  • demonstrar grandes expectativas em relação ao aprendizado e desenvolvimento de todos os integrantes da sala;
  • estabelecer e manter normas de convivência em sala de aula, de modo que os alunos aprendam a ter responsabilidade pela sua aprendizagem e a dos colegas;
  • demonstrar valores, atitudes e comportamentos positivos, promovendo o desenvolvimento dos alunos;
  • comunicar-se efetivamente com os pais de alunos, atualizando-os e buscando estimular o seu comprometimento com o processo de ensino aprendizagem dos alunos;
  • aplicar estratégias de ensino desafiantes e coerentes com os objetivos de aprendizagem e com os diferentes níveis de aprendizado dos alunos;
  • utilizar métodos e procedimentos que promovam o desenvolvimento do pensamento e da busca independente do conhecimento;
  • otimizar o tempo disponível para o ensino, garantindo o máximo de aprendizagem de cada aluno durante toda a duração da aula;
  • avaliar e monitorar o processo de compreensão e apropriação dos conteúdos por parte dos estudantes;
  • buscar aprimorar seu trabalho constantemente a partir de diversas práticas, tais como: a reflexão sistemática de sua atuação, a autoavaliação em relação ao progresso dos alunos, as descobertas de pesquisas recentes sobre sua área de atuação, e as recomendações de supervisores, tutores e colegas;
  • trabalhar em equipe com os demais profissionais para tomar decisões em relação à construção e/ou implementação do currículo e de outras políticas escolares;
  • possuir informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão, incluindo aquelas relativas à aprendizagem e ao bem-estar dos alunos;
  • conhecer o sistema educacional e as políticas vigentes.

O estudo ainda conta com uma lista de princípios estéticos e éticos que um professor deve ter na sua atuação. Veja alguns dos aspectos que merecem destaque:

  • encontrar meios de desenvolver nos alunos o interesse pela vida e pelos problemas sociais, estimular o desejo de participar da construção da democracia;
  • desenvolver nos estudantes a capacidade de compreender e aceitar o outro, sem exceções, para que sejam capazes de conviver e se relacionar com pessoas diferentes deles mesmos;
  • trabalhar os alunos para que percebam e reflitam sobre a diversidade humana e encontrem meios de valorizar essas diferenças, garantindo todos os direitos sociais e agindo para que qualquer desigualdade seja desconstruída;
  • mais do que buscar o acesso à escola para todas as pessoas, independentemente da idade, é encontrar meio para a permanência de todos no processo educativo;
  • conhecer a realidade do aluno, sua cultura, cotidiano, suas experiências de vida e trazer isso para o conteúdo de modo a facilitar o entendimento e aprendizagem;
  • preparar o educando para relacionar seu aprendizado ao mundo do trabalho, sem se esquecer das práticas sociais;
  • envolver no processo de aprendizagem todos os atuantes da instituição de ensino e os responsáveis pelos estudantes para que desenvolvam atitudes a favor da comunidade, envolvendo-a do mesmo modo;
  • observar a qualidade de educação e buscar legalmente, se for necessário, os direitos previstos pela constituição para que se tenha um nível desejado.

Vale lembrar que, ainda que a matriz esteja focada na educação de crianças que estudam na rede pública, o seu conteúdo pode ser usado e pensado por todos os docentes e instituições de ensino, não importando o nível de formação. 

Por fim, ainda que a educação do país esteja distante da excelência, é imprescindível que a sociedade brasileira reflita sobre os itens dispostos no documento e revise o que tem sido feito para que a educação brasileira avance. 

Quais habilidades um professor precisa desenvolver?

O profissional que realiza a mediação no processo de ensino-aprendizagem precisa, necessariamente, possuir plena capacidade para desenvolver seu trabalho em sala de aula. 

Para exemplificar essa afirmação, veja uma comparação: Para que um chefe de cozinha obtenha sucesso em sua carreira, ele precisa saber tudo sobre comida, o que inclui:

  • o gerenciamento da cozinha;
  • a escolha dos ingredientes; 
  • o modo de preparo;
  • o tempo exato de cozimento;
  • a apresentação do prato.

Agora imagine que um restaurante contratou um chefe de cozinha que não sabe liderar uma equipe e sequer consegue cozinhar adequadamente. Isso afetaria o restaurante de alguma forma? A resposta é simples: sim, com certeza. Um falso chefe de cozinha não entregaria bons pratos aos clientes que, consequentemente, não voltariam ao estabelecimento, o levando à falência. 

Na educação não é diferente. Isso porque o alvo dos professores é a aprendizagem e, se o educador não consegue cumprir seu papel em sala de aula, conduzindo a turma em um processo de aprendizagem satisfatório, os alunos não aprendem como o esperado e saem prejudicados a longo prazo.

Diante disso, fica evidente que todo profissional precisa ser dotado de determinadas habilidades para que possa realizar o seu trabalho da melhor maneira possível. Veja algumas das aptidões que precisam ser desenvolvidas para que um docente consiga levar seus alunos à um novo patamar:

Organização

Para alcançar bons resultados e atingir metas com facilidade é imprescindível ser organizado. Afinal, uma boa organização permite não só a otimização do planejamento de aula como também a facilitação do trabalho no cotidiano escolar, em especial dos professores que precisam lecionar em mais de uma classe. 

Preparação

Os alunos percebem facilmente quando um professor está improvisando na sala de aula por falta de planejamento. Quando isso acontece, os discentes acabam não confiando na legitimidade do conteúdo dado pelo professor e terminam sem prestar atenção na aula.

Portanto, para que o educador mantenha sua credibilidade perante os educandos, é fundamental que eles planejem suas aulas com antecedência e administrem o conteúdo com clareza e confiança.

Compromisso

A docência está estritamente conectada ao comprometimento. Isso porque quando o professor não está comprometido com seu trabalho, suas aulas dificilmente atingem o esperado pelo planejamento, prejudicando a apreensão do conteúdo pelos educandos. 

Por isso, os professores precisam estar 100% comprometidos com os seus objetivos. Afinal, seu desempenho impacta diretamente a aprendizagem de dezenas de discentes.

Audição

Sejam perguntas, dúvidas ou críticas construtivas, ouvir com atenção faz toda a diferença durante a aprendizagem, pois estimula os alunos a fornecerem feedbacks constantes, facilitando até mesmo uma intervenção pedagógica no planejamento.  

Além disso, é interessante lembrar que docentes que ouvem compreendem melhor as necessidades de seus alunos e lidam melhor com os debates acalorados que podem surgir em sala de aula. 

Adaptação

Talvez o professor seja o profissional que mais se reinvente. Isso porque nem sempre o plano de aula elaborado funciona da maneira esperada, fazendo com que o docente precise entender o que deu errado para que consiga realizar adaptações que respeitem os diferentes perfis de alunos

Tecnologia

Nos dias de hoje, com a crescente da tecnologia, é essencial que os professores conheçam os termos e ferramentas tecnológicas do momento. Isso porque estar atualizado nesse campo faz toda a diferença no processo de ensino-aprendizagem. 

Dessa forma, é importantíssimo que os educadores se informem sobre as últimas tendências educacionais e tecnológicas, visando integrá-las no cotidiano escolar para obter mais interesse dos discentes e, naturalmente, um melhor desempenho.

Tolerância

Nem sempre crianças e adolescentes estão dispostos a ouvir. Nessas situações, é essencial demonstrar paciência, empatia e tolerância, pois os alunos ainda estão em formação e, naturalmente, não possuem o mesmo entendimento que os adultos.

Além disso, é importante lembrar que cada aluno possui uma vivência distinta fora do contexto escolar que precisa ser entendida e, sobretudo, respeitada.

Quais competências um professor deve desenvolver em salas de aula?

Um dos principais desafios que os professores enfrentam a cada ano letivo se concentra no plano de aula e na escolha da metodologia de ensino. Dessa forma, para que a apreensão de conceitos e teorias ocorram da melhor maneira possível, é fundamental que as aulas despertem o interesse e a atenção dos estudantes.

Além disso, é importante lembrar que existem habilidades que podem influenciar positivamente o desempenho e a carreira dos alunos e, portanto, precisam ser desenvolvidas no ambiente educacional.

À vista disso, decidimos reunir nesse tópico as competências que um docente não pode deixar de desenvolver na sala de aula. Veja logo abaixo:

O desenvolvimento do pensamento crítico

O desenvolvimento do pensamento crítico nas escolas é fundamental para que os estudantes consigam realizar análises aprofundadas em relação ao que é noticiado pela mídia, além de ser essencial na criação de estratégias em suas carreiras futuras.

Sendo assim, uma boa forma de auxiliar os educandos, e estimulá-los a pensarem por si só, é ensiná-los a questionar temas da atualidade. Para isso, os docentes podem utilizar reportagens que contenham relação com a disciplina ou conteúdo, incitando um debate em sala de aula e envolvendo toda a turma.

A projeção do futuro

Muitos alunos chegam ao ensino médio sem ter escolhido uma carreira. Todavia, um dos principais papéis do professor é orientar os discentes e encorajá-los a encontrar seus próprios caminhos, solucionando as dúvidas que possam surgir. 

Nesse sentido, é imprescindível que o educador motive e inspire os seus alunos a identificarem suas habilidades e competências. Uma boa forma de fazer isso é sugerir filmes e livros, indicar a procura por profissionais de diversas áreas e até mesmo contar a sua experiência durante o processo de escolha pela profissão.

A promoção do autoconhecimento

Uma das principais características que um estudante deve desenvolver ao longo da sua trajetória escolar é o autoconhecimento. Afinal, ele é determinante para que os educandos considerem seus perfis e sejam capazes de fazer boas escolhas profissionais e pessoais.

Assim, é recomendável que o educador incite a reflexão nos momentos oportunos, mostrando aos alunos como eles podem avaliar sua própria aprendizagem, de modo que eles descubram se a metodologia de ensino que está sendo usada é ou não eficiente, por exemplo.

O incitamento da colaboração

Ao ingressarem no mercado de trabalho, os discentes precisarão trabalhar em equipe e conviver com diferentes profissionais, o que nem sempre é fácil.

Para facilitar essa adaptação, o professor deve estimular os alunos a realizarem trabalhos em grupos com colegas que não pertençam ao seu círculo social.

Uma outra forma de instigar a colaboração é fazer com que os alunos que dominam melhor o conteúdo interajam com os companheiros de classe que ainda não compreendem completamente a matéria.

Dessa forma, os estudantes aprenderão não só sobre o trabalho em equipe, mas também sobre respeito, tolerância e valorização da diversidade. 

O encorajamento do lado empreendedor

Despertar o lado empreendedor dos educandos é uma das inúmeras tendências do universo educacional, uma vez que incentiva a proatividade em crianças e adolescentes.

Em vista disso, pedir a realização de tarefas ou trabalhos que aliem a criatividade e a estratégia pode ser uma ótima ideia. Dessa forma, assim, eles aprenderão com seus próprios erros e quando vale a pena assumir riscos.

O aperfeiçoamento da comunicação

Dominar a técnica da oratória é uma habilidade importante para qualquer pessoa, ainda que ela não trabalhe especificamente com a fala.

Por esse motivo, um bom plano de aula deve conter atividades em que a escrita, a oralidade e a leitura sejam estimuladas, de preferência na mesma proporção.

Além disso, é essencial que o educador utilize seminários ao decorrer do ano letivo, pois assim ele poderá fazer sugestões e críticas construtivas em relação à oratória, à exposição de informações e à linguagem corporal dos alunos.

Como um professor pode se manter qualificado?

Quando os responsáveis por uma criança ou adolescente buscam por uma escola, a maior preocupação deve sempre estar voltada para a atualização de conhecimento dos profissionais que conduzirão a aula. Isso porque ela pode ser determinante para a melhor compreensão dos discentes, como aponta o estudo citado no início deste artigo.

Contudo, como um docente pode se manter qualificado para fornecer o seu melhor em sala de aula? A resposta para esse questionamento é mais simples do que parece, visto que a qualificação pode ser entendida como um conjunto de aptidões que um profissional é capaz de adquirir estudando e se especializando.

Isso significa que para se manter qualificado é fundamental que o docente invista na formação continuada. Dessa maneira, o comprometimento dos profissionais da educação em aprimoramento permite que eles agreguem conhecimento, gerando transformação e impacto não só no contexto escolar, mas também no profissional. Além disso, também permite que eles estejam bem informados e atualizados sobre as tendências educacionais.

Deste modo, no campo profissional, a formação continuada permite que o professor se aproxime das novas formas de linguagem, da tecnologia e se engaje em estudos e pesquisas. Enquanto, no âmbito educacional, a formação continuada possibilita que o docente deixe de ser um mero transmissor para se tornar um facilitador do conhecimento.

Assim, o constante processo de formação e atualização capacita o docente a se adaptar às inúmeras mudanças do contexto educacional, permitindo que ele contorne as mais diversas dificuldades encontradas no cotidiano escolar. 

Devido às inúmeras mudanças no contexto educacional brasileiro, especialmente com a expansão do acesso a educação e, consequente aumento da diversidade de educandos, o docente ganhou uma importância ainda maior no que se refere ao desempenho escolar.

Entretanto, a qualificação dos educadores, como tem se apresentado, não tem sido eficiente no que diz respeito a preparação adequada para o enfrentamento dos desafios fixados pelo novo molde de ensino que aceita a pluralidade didática, visando a melhora do desempenho dos discentes.

Além disso, observa-se que docentes menos capacitados se encontram nas instituições de ensino cujo alunado demanda um profissional mais inovador e bem preparado, demonstrando uma distribuição desigual e injusta na educação.

Sob essa perspectiva, o exercício da reflexão crítica torna-se uma particularidade facilitadora da administração do processo de transformação pelo qual a instituição de ensino passa, tornando-a mais qualificada para adaptar as medidas expressas nas políticas atuais.

Isso exige uma formação que instrumentalize os educadores para a prática frequente da reflexão, do trabalho coordenado e cooperativo e, para a constante atenção às necessidades e singularidades dos educandos.

Desse modo, o que se pretende ressaltar não é a simples introdução do professor no processo de qualificação profissional, mas a interação e a inclusão dos diferentes atores envolvidos nesse processo: gestores, professores, autoridades educacionais, instituições de ensino etc.

Todavia, a notoriedade fornecida ao docente no decorrer desse artigo não significa desconsiderar a dimensão política que cerne os processos educacionais, mas sim ponderar a redefinição dos papéis dos atores sociais implicados no processo de capacitação profissional.

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2 Comentários

  1. Maria Cristina Bragasays:

    Primeira vez que vejo um site tão completo

  2. Crissays:

    Estou procurando uma qualificação, entrarei em contato. Esse artigo me convenceu!

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