Educação Inclusiva: qual é o real papel do professor?

Com o auxílio de novas propostas educacionais, como a Declaração de Salamanca, vem se estabelecendo no Brasil um processo de democratização do ensino. Nesse contexto, a educação inclusiva — processo de inclusão de pessoas com necessidades especiais na rede regular de ensino — ,que até pouco tempo era considerada utopia, é uma das faces dessa democratização.

No entanto, diante de salas de aulas superlotadas, a inclusão se tornou um desafio para muitos professores e instituições de ensino, trazendo à tona alguns questionamentos: como proceder para que o aluno portador de deficiência se sinta realmente incluído? Qual é o papel do professor na educação inclusiva?

Algumas respostas para essas questões podem ser encontradas neste artigo. Confira!

A atuação do professor na educação inclusiva

De acordo com pesquisa feita por graduandas da Universidade Federal do Acre, 70% dos professores não tiveram, durante sua formação, acesso ao ensino adequado para lecionar aos alunos portadores de deficiência. Esse dado alarmante não é um caso isolado no país, mas, sim, o reflexo da formação falha de muitos professores brasileiros, que se sentem completamente perdidos no momento em que se deparam com um aluno que possui necessidades especiais.

No entanto, existem algumas estratégias que podem ser adotadas pelos educadores para tornar a inclusão uma realidade na sala de aula. Confira.

Qualificação profissional além da graduação

O primeiro passo que o professor deve dar para incluir um aluno com deficiência é buscar uma qualificação profissional além da graduação. A especialização em educação especial inclusiva, por exemplo, fornecerá ao educador toda a capacitação de que ele necessita diariamente na sala de aula.

Recursos materiais no processo de aprendizagem

Alunos portadores de deficiência aprendem com mais facilidade quando são expostos a materiais concretos, no lugar de conceitos abstratos. 

Dessa forma, a utilização de recursos sensoriais aliada às atividades lúdicas impactarão diretamente a apreensão da matéria pelo aluno.

Atividades em duplas ou grupos

A realização de atividades em duplas ou grupos tem se provado uma ótima forma de incluir alunos. Pois, a partir desse tipo de atividade, o educador cria um ambiente de cooperação e interação entre os alunos, além de promover o respeito pela diversidade. 

Os principais desafios na sala de aula

A inserção de crianças e adolescentes com necessidades educativas especiais na escola é recheada de obstáculos. Entre eles, podemos destacar: a falta de recursos materiais, a péssima infraestrutura, a ineficácia da metodologia de ensino padrão e o número elevado de alunos por turma. Entretanto, o principal empecilho em que o professor esbarra está justamente nos limites da sua formação profissional.

Sem qualificação, o educador acaba não conseguindo amparar o aluno que exige atenção especial. Isso afeta sua auto-estima como profissional, visto que ele se sente incapaz de auxiliar o aluno em sua jornada de aprendizagem.

Driblar esses desafios não é tarefa fácil. Porém, com um pouco de persistência e afeto, aliados à especialização, é possível plantar a semente da transformação na educação desses educandos.

A relação entre professor e o aluno especial

Para que professor e aluno tenham uma relação de trabalho bem sucedida, o educador, primeiramente, deve abandonar qualquer tipo de pré-conceito. Em segundo lugar, o docente deve manter em mente que o aluno com necessidades especiais possui habilidades que devem ser exploradas e desenvolvidas ao longo do percurso escolar.

O real papel do educador na educação inclusiva

Como você pôde perceber ao longo desse artigo, o papel do educador na educação inclusiva envolve o desenvolvimento das habilidades intelectuais e sociais do aluno, a partir de um plano de aula que contemple toda a turma, sem distinção. 

É importante ressaltar que, caso isso não seja possível, o professor deve adaptar as atividades de acordo com a limitação da criança. 

Além disso, é imprescindível que o educador estimule o aluno e comemore as suas pequenas conquistas. Isso, pois, no momento em que uma criança percebe que possui capacidade para executar certas tarefas, ela adquire autoconfiança e passa a se sentir capaz de vencer qualquer desafio. 

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