Saiba por que a diversificação no ensino é tão importante

O documento preliminar da Base Nacional Comum Curricular, em apreciação no MEC, trata do conteúdo básico que deve ser lecionado nas escolas, como as disciplinas de língua portuguesa e matemática. No entanto, para os educadores, não penetra em um ponto importante: a diversificação no ensino, que desperta mais o interesse dos jovens pelo conhecimento, motivando-os a ir além do conteúdo aprendido em sala de aula.

O Colégio Pedro II (RJ), por exemplo, é adepto de uma grade curricular que mescla as disciplinas tradicionais com projetos alternativos. Essa proposta já auxiliou inúmeros alunos a se qualificarem para ingressar nas melhores universidades brasileiras e a traçar uma trajetória atraente para instituições de ensino de ponta no exterior, como Harvard, Yale e Stanford.

Esse é apenas um dos muitos casos que comprovam que a diversificação no ensino é fundamental para os alunos adquirirem autonomia e se desenvolverem plenamente durante o processo de ensino-aprendizagem. Pensando nisso, preparamos este post para mostrar as práticas que um docente pode adotar seguindo esse modelo de ensino. Vamos lá?

Promova a interdisciplinaridade

O uso da interdisciplinaridade como maneira de integrar conteúdos de uma disciplina com outros campos de conhecimento é uma das proposições expressas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que contribuem para o aprendizado do aluno.

Isso porque a interação entre matérias aparentemente distintas pode complementar ou suplementar a formação, eliminando a fragmentação entre disciplinas divergentes e estimulando uma aprendizagem mais crítica e reflexiva.

Desse modo, a interdisciplinaridade fornece uma nova perspectiva em relação ao conhecimento, pois constrói um saber global que possibilita aos discentes um aprendizado mais amplo e eficaz no que diz respeito à complexidade da sociedade.

Explore os recursos da tecnologia 

Com a globalização, a tecnologia passou a fazer parte do cotidiano de crianças, adolescentes, adultos e até mesmo idosos. Por isso, os educadores que resistem à sua inclusão no contexto pedagógico acabam se tornando obsoletos. Em contrapartida, aqueles que a utilizam de forma atraente e inovadora, despertam o interesse dos jovens e estimulam o desenvolvimento de cada um deles.

Porém, é importante salientar que a tecnologia, sozinha, não é capaz de transformar a didática de um professor, pois devem ser levados em conta o contexto da sala de aula e o perfil dos estudantes. Dessa maneira, ela aproxima a rotina no ambiente educacional do cotidiano fora da escola, o que estreita a relação entre educador e educando.

Utilizar recursos tecnológicos como tablets, lousas digitais e aplicativos educacionais é uma ótima maneira de apresentar conteúdos de um jeito novo e divertido. Além dos benefícios para o aluno, o método também ajuda no trabalho do professor, uma vez que essas ferramentas são capazes de indicar o desempenho geral da turma.

Nesse cenário, o docente pode tomar algumas providências como realizar intervenções pedagógicas, resgatar alunos com dificuldades na disciplina e conduzir as aulas uniformemente. Com isso, todos os atores sociais envolvidos no processo educacional saem ganhando, pois se sentem integrados à realidade proporcionada pela tecnologia.

 

Incentive os trabalhos de pesquisa

O trabalho pedagógico desenvolvido no Brasil enfrenta grandes desafios. A falta de estímulo e o próprio desinteresse dos alunos pelos estudos são uma dura realidade, principalmente nas escolas públicas. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os índices de reprovação e evasão escolar chegam a 11,2% somente no ensino médio.

Além de preocupante, esse número indica a necessidade de uma nova perspectiva quanto às práticas pedagógicas, especialmente no âmbito da rede pública de ensino. Nesse sentido, uma boa alternativa é apostar em projetos de iniciação científica, que impulsionam o desenvolvimento dos estudantes e promovem uma formação emancipadora.

A abordagem desses projetos coloca o aluno no centro do processo, visto que ele é o responsável por elaborar os questionamentos e determinar o que será estudado durante a busca por soluções. Também é importante destacar que a iniciação à pesquisa e à ciência promovem avanços significativos na educação dos adolescentes. Confira alguns deles:

 

 

 

  • atribui maior significação às atividades escolares;
  • auxilia no desenvolvimento de habilidades técnicas dos estudantes;
  • capacita os alunos com relação à maneira de lidar e solucionar problemas cotidianos;
  • contribui para a formação de discentes autônomos e com visão crítica da sociedade. 

Prepare aulas práticas

O uso de diferentes métodos de ensino enriquece o trabalho docente e qualifica o processo de ensino-aprendizagem. Por isso, o ideal é que o professor articule metodologias de acordo com a situação de ensino para que ocorra um maior aproveitamento por parte dos alunos.

Nessa perspectiva, o educador também está desenvolvendo um mecanismo relevante para otimizar seu trabalho, uma vez que essas atividades práticas/experimentais permitem:

  • constatar possíveis problemas no desenvolvimento individual e coletivo;
  • observar o conhecimento prévio dos alunos;
  • estimular a pesquisa, a investigação e, naturalmente, a busca pela solução de questionamentos.

Ao experimentar as aulas práticas, o discente consegue explorar o novo e fazer o estudante refletir cientificamente sobre o mundo, ampliando seu conhecimento sobre a natureza e incentivando o desenvolvimento de habilidades como observação minuciosa, obtenção e organização de dados, reflexão, compreensão de conceitos básicos, ampliação da capacidade de solucionar problemas, entre outras.

Dessa forma, o professor conduz o conhecimento a partir de ações e não apenas de aulas expositivas, ou seja, teóricas. Com isso, é mais fácil atrair e prender a atenção do aluno, estimulando a sua curiosidade e o colocando como sujeito da aprendizagem. Além disso, essas metodologias diferenciadas instigam a imaginação e o raciocínio dos estudantes, fazendo-os refletir, construir e desenvolver novas ideias. 

No entanto, é preciso ter cuidado ao planejar esse tipo de atividade para não correr o risco de se limitar, por exemplo, a nomeações e manipulações de reagentes — o que pode produzir o efeito contrário nos estudantes. Por isso, lembre-se de que as atividades experimentais devem ter o intuito de impactar o aluno positivamente, melhorar o seu desempenho e demonstrar que o conhecimento vai além da sala de aula.

Agora que você sabe da importância da diversificação no ensino e conhece algumas práticas para aplicar essa metodologia, siga a nossa página no Facebook para ficar por dentro de outros conteúdos como este. Esperamos por você!

 

 

 

Deixe um comentário

Por favor, seja educado. Nós gostamos disso. Seu e-mail não será publicado e os campos obrigatórios estão marcados com "*"